EXPORTAçãO
Egipto prepara nova estratégia para aumentar as exportações africanas
27/10/2026 21h51
Cairo - O Egipto está a desenvolver uma estratégia industrial destinada a aumentar as exportações, atrair investimento e reforçar a produção nacional, com o objectivo de integrar os seus produtos nas cadeias de valor regionais e internacionais.
A iniciativa foi anunciada pelo ministro da Indústria, Khaled Hashem, durante uma conferência dedicada ao comércio e ao desenvolvimento industrial africano.
O plano deverá dar prioridade ao investimento privado, à transferência de tecnologia e à produção de bens com maior valor acrescentado.
As autoridades egípcias pretendem, deste modo, reduzir as limitações da produção industrial e melhorar a capacidade das empresas nacionais para concorrer nos mercados externos.
Uma das vertentes centrais da estratégia consiste em aproximar as pequenas e médias empresas dos grandes fabricantes e das respectivas cadeias de fornecimento. Esta ligação poderá permitir que mais empresas locais participem em contratos industriais, aumentem a produtividade e desenvolvam competências técnicas.
O ministro sublinhou igualmente a importância de aumentar a incorporação de matérias-primas, componentes e serviços produzidos localmente.
O reforço do conteúdo nacional, associado à modernização tecnológica e à formação profissional, deverá contribuir para melhorar a competitividade dos produtos egípcios.
Na mesma conferência, representantes do sector exportador destacaram as mudanças nas cadeias mundiais de abastecimento como uma oportunidade para captar novos investimentos industriais.
A instabilidade económica e as tensões geopolíticas têm levado empresas internacionais a reconsiderar a localização das suas unidades produtivas, criando oportunidades para economias que ofereçam acesso a mercados e condições de produção competitivas.
No quadro da Zona de Comércio Livre Continental Africana, foi referido que vinte e seis Estados-membros manifestaram interesse em efectuar trocas comerciais ao abrigo do acordo, entre cinquenta países que o ratificaram.
As regras de origem já acordadas abrangem 93,7 por cento das posições pautais, criando condições para que mercadorias elegíveis beneficiem de tratamento comercial preferencial entre os países participantes.