CONFLITO

Ataques na região de Oromia provocam pelo menos sessenta mortos

Ataques na região de Oromia provocam pelo menos sessenta mortosImagem: DR

27/10/2026 21h59

Nairobi - Pelo menos sessenta pessoas morreram em dois ataques distintos ocorridos na região de Oromia, na Etiópia, durante a última semana, segundo informações divulgadas pela Igreja Ortodoxa Etíope.

Os incidentes voltaram a evidenciar a persistência da violência armada numa região marcada por confrontos entre forças governamentais e grupos insurgentes.

De acordo com a Igreja, catorze pessoas foram mortas em Merti Woreda, a 20 de Outubro, enquanto outras quarenta e seis perderam a vida em Sherka Woreda, a 24 de Outubro.

As autoridades religiosas afirmaram que as vítimas eram cristãs, mas não apresentaram informações conclusivas sobre a identidade dos autores ou as circunstâncias exactas dos ataques.

O balanço divulgado inclui ainda mais de vinte habitações incendiadas e mais de vinte pessoas hospitalizadas com ferimentos graves.

A destruição de residências e a ocorrência de vítimas civis aumentam as preocupações quanto à segurança das comunidades locais e à capacidade de manutenção das actividades económicas nas zonas afectadas.

O Governo regional de Oromia atribuiu a responsabilidade pelos ataques a uma aliança rebelde que combate as forças governamentais na região de Tigray.

Segundo as autoridades regionais, os ataques teriam como objectivo provocar tensões religiosas. Contudo, a Reuters assinalou que não foram apresentadas provas públicas que sustentassem essa acusação.

Uma fonte ligada à aliança rebelde apresentou uma versão contrária, responsabilizando o Governo regional pelas mortes e alegando ter recolhido informações junto de residentes locais.

A divergência entre as versões mantém por esclarecer a autoria dos ataques, não sendo possível atribuir responsabilidade definitiva com base nas informações actualmente disponíveis.

O Exército de Libertação Oromo, anteriormente acusado pelas autoridades regionais de participar em ataques contra cristãos ortodoxos, não respondeu de imediato ao pedido de comentário da Reuters.

O grupo integra uma aliança de sete organizações armadas anunciada no mês passado, que declarou ter como objectivo derrubar o Governo do primeiro-ministro Abiy Ahmed. O esclarecimento independente dos acontecimentos e a protecção da população civil permanecem prioridades urgentes.

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