Mundial 2026 em foco

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Manuel da Cruz é jornalista e exerce funções de editor-chefe de uma Redacção Desportiva. É, igualmente, apresentador e locutor.

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Mundial 2026: Líderes da OTAN "combinam" não mencionar mundial a Trump

Presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, exibe Taça do Mundial de 2026
Presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, exibe Taça do Mundial de 2026 Imagens: DR

Manuel da Cruz

Publicado às 21h29 09/07/2026 - Actualizado às 21h29 09/07/2026

Os líderes europeus adoptaram uma estratégia informal para evitar irritar o Presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Donald Trump, na cimeira da OTAN, que terminou, esta quarta-feira, em Ankara, Turquia: não mencionar o Mundial 2026.

Este acordo, refere o jornal The Guardian, visou manter o Presidente norte-americano apaziguado, evitando um tema que poderia causar atrito durante importantes deliberações para negociar questões relacionadas com as despesas de defesa, a ajuda à Ucrânia e a paz no Irão.

Segundo fontes oficiais, a estratégia foi discutida, à margem da cimeira.

Os líderes europeus tentaram assegurar a Trump que estão a cumprir as suas obrigações financeiras, com o objetivo de construir "uma OTAN mais forte e mais europeia", na qual cada membro se compromete a gastar cinco por cento do seu Produto Interno Bruto (PIB) em defesa, até 2035.

A primeira confirmação pública desta táctica veio do Primeiro-ministro belga, Bart De Wever, que afirmou aos jornalistas em Ankara que não iria discutir a vitória da sua selecção, por 4-1, sobre os EUA.

Recorde-se que a cimeira ocorre, após uma polémica gerada por Trump, que pediu ao presidente da FIFA, Gianni Infantino, para interceder na revisão do cartão vermelho mostrado ao avançado norte-americano Folarin Balogun, o que lhe permitiu jogar contra a Bélgica.

Antes de se encontrar com Trump, De Wever brincou com a situação, dizendo que o Presidente dos EUA "tem a reputação de, por vezes, reagir de forma um pouco irritável a coisas de que não gosta, e penso que esta derrota vai ser sentida".

"Toda a gente está a falar de uma coisa, que são os parabéns pela merecida vitória dos Diabos Vermelhos", disse, referindo-se a alcunha da selecção belga.

"Claro que a parte vencida também está presente. E acontece que é o maior parceiro da OTAN", adiantou.

Mais tarde, De Wever não resistiu a uma provocação a Trump.

Ao mencionar que a OTAN está preparada para fornecer 70 mil milhões de euros em ajuda militar à Ucrânia este ano e no próximo, acrescentou: "Isto também é um ‘cartão vermelho’ muito forte para Putin. Não se pode simplesmente anular um cartão vermelho. Sabe disso".

Até ao momento, Donald Trump não comentou a derrota da equipa dos EUA.

No entanto, durante o jogo, foi alvo de troça por parte de vários jogadores belgas, que imitaram a sua dança característica, após o quarto golo.

Num outro momento da cimeira, o Primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, trocou brincadeiras com o seu homólogo norueguês, Jonas Gahr Store, antes do jogo dos quartos de final entre Inglaterra e Noruega, vestindo cada um a camisola da sua selecção.

Starmer provocou Store dizendo que a Inglaterra "só ganha o Campeonato do Mundo sob governos trabalhistas".

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