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Último volume da colectânea "Os Bantu na Visão de Mafrano" lançado em São Tomé e Príncipe

Colectânea de Mafrano lançada em São Tomé e Príncipe
Colectânea de Mafrano lançada em São Tomé e Príncipe Imagens: DR

Redacção

Publicado às 11h28 23/09/2025

Luanda - O terceiro e último volume da colectânea póstuma “Os Bantu na Visão de Mafrano - Quase Memórias” foi lançado, na última quinta-feira, na Universidade de São Tomé e Príncipe.

 O evento, que marcou as celebrações do Dia do Herói Nacional, contou com a participação da Primeira-Dama da República de São Tomé e Príncipe, Maria de Fátima Vila Nova, do embaixador de Angola, Fidelino Peliganga “Menha", membros do Governo daquele país, deputados, diplomatas, académicos, intelectuais, estudantes e o público em geral, que aplaudiram efusivamente a relevância dos temas abordados.

Segundo notícia do JA Online, A mesa do presidium esteve composta por Albertino Bragança, presidente da União dos Escritores e Artistas de STP; Carlos Agostinho das Neves, apresentador da obra, e Sílvia Mota, membro da família de Mafrano.

A cerimónia foi uma iniciativa conjunta da Embaixada de Angola em São Tomé e Príncipe, da Editora Perfil Criativo e da família do autor.

A comitiva da família de Maurício Caetano, presente em São Tomé, foi integrada pelo jornalista e escritor José Caetano (filho), Cristina Caetano (filha) e Sílvia Mota (neta).

Essa é a terceira vez que a colectânea, em três volumes e um total de 800 páginas, é apresentada em São Tomé, num gesto de gratidão da família do autor ao reverendo cónego José Pereira da Costa Frotta (1879-1954), um sacerdote santomense que foi responsável pela educação de Maurício Caetano, então menino órfão com apenas cinco anos de idade.

O primeiro volume dessa obra foi apresentado na Faculdade de Ciências e das Tecnologias da Universidade de São Tomé e Príncipe, em Fevereiro de 2023, e meses depois a família regressou, em Outubro do mesmo ano, para apresentar o segundo volume no Centro Cultural Português.

A colectânea póstuma foi compilada a partir de textos que o autor deixou dispersos em revistas e jornais de Angola, entre os anos de 1947 e 1982, com ênfase para os jornais “O Apostolado”, “Angola Norte”, “O Angolense” e a Revista “Angola” da Liga Nacional Africana, de que era oficialmente colaborador.

Em Novembro de 2024, a referida obra foi galardoada em Angola com o Prémio Nacional de Cultura e Artes, na modalidade de Investigação em Ciências Humanas e Sociais pela sua riqueza histórica.

Este último volume da colectânea de Mafrano foi lançado em Luanda no passado dia 12 de Agosto.

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