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O papel fundamental da cultura na consolidação da unidade nacional

Cultura angolana
Cultura angolana Imagens: DR

Redacção

Publicado às 11h54 06/04/2026 - Actualizado às 11h54 06/04/2026

Luanda - A cultura angolana tem desempenhado um papel crucial como factor de desenvolvimento e peça-chave na consolidação do sentindo de unidade nacional ao longo destes 24 anos de paz efectiva.

A classe artística, através das diferentes disciplinas, tem trazido nas suas obras as mudanças de um país Independente desde 1975, congregando em tema e perspectiva os estádios de uma Nação que, em 2002, após décadas de conflito armado, fez do perdão e da concórdia exemplos da sua excelsa capacidade de resolver os desafios do seu destino.

Um texto publicado pelo Jornal de Angola, numa altura em Angola comemora os 24 do PAZ, refere que a contribuição do génio criador angolano no grande mapa mundial dos bens culturais de valor excepcional foi duas vezes reconhecida.

Em Julho de 2017, o país recebeu com orgulho o anúncio da elevação a Património Mundial da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), a histórica cidade de Mbanza Kongo, na província do Zaire. Esta secular cidade da província do Zaire foi reconhecida pelo seu valor histórico, a antiga capital do Reino do Kongo (século XI) destaca-se como um centro político, cultural e económico que testemunhou o encontro entre a África subsariana e a Europa.

Passados seis anos, durante a sessão do Comité Intergovernamental para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial, que decorreu no Botswana, foi aprovada a candidatura dos Sona, arte milenar dos povos cokwe, como “Herança Cultural Mundial” da UNESCO, sendo apenas o segundo caso de um bem associado à matemática na história desta instituição responsável pela protecção do património mundial, depois do reconhecimento da aritmética do ábaco, método de matemática tradicional chinesa, em 2013.

Neste momento, o país procura incluir mais bens de grande valor nesta selectiva lista, numa aposta reafirmada pelo Executivo em perpetuar a memória colectiva do país e a marca da sua contribuição nos grandes eventos da história da humanidade.

O estilo musical e dança semba e o complexo das milenar das pinturas rupestres de tchitundu-hulu, no Namibe, tesouros arqueológicos com mais de 4.000 anos, representando um dos marcos da arte rupestre em África, foram admitidos na lista deste ano, cujo anúncio será feito entre Novembro e Dezembro.

Hoje, ao nível de instituições tuteladas pelo Ministério da Cultura, a União dos Escritores Angolanos, a primeira instituição cultural proclamada logo após a Independência, concretamente a 10 de Dezembro de 1975, tem procurado se ajustar aos desafios dos novos tempos, quer do ponto de vista de organização, quer do ponto de vista de passagem de testemunho com a admissão de membros de gerações mais novas. Ainda no campo da elite das letras e do saber, em 2016 é fundada a Academia Angolana de Letras, com o objetivo de promover, investigar e divulgar a língua portuguesa e as línguas nacionais, bem como a literatura angolana.

No que toca a infra-estruturas, foi inaugurado em Janeiro de 2024 o maior o Centro Cultural Manuel Rui, na cidade do Huambo, pelo Presidente da República. Trata-se do maior centro cultural do país e leva o nome de um dos maiores intelectuais do nosso tempo, o escritor Manuel Rui, nascido naquela cidade do Planalto.

O Centro Cultural Manuel Rui é um espaço de promoção da unidade nacional, progresso económico e bem-estar social, valorizando sobretudo os fazedores de artes, oferece melhores condições de trabalho para artistas e promotores, estimulará as potencialidades criativas e funciona como uma importante placa giratória do turismo cultural na região.

Foi igualmente inaugurado, no Namibe, o Centro Cultural Mussungo Bitoto, ampliado e equipado com tecnologia de ponta para albergar as diferentes artes que evocam as raízes do Namibe e de Angola, bem como a originalidade criativa da Humanidade.

Com as inaugurações previstas para breve, estão cursos obras do futuro Palácio da Música e do Teatro e a Casa do Artista, em Luanda, um projeto de reabilitação do antigo edifício da Assembleia Nacional, bem como a reabilitação do Cine-Teatro Nacional.

Em termos de manifestações, a cultura proporcionou o regresso, em Agosto de 2014, do Festival Nacional da Cultura “FENACULT”, assim como tem se destacado na regularidade de festivais internacionais de teatro, da música e projecção no país e no estrangeiros de ícones da dança e artes plásticas.


 

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