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Coreografias tradicionais e urbanas na Feira da Dança

Dança tradicional
Dança tradicional Imagens: Edições Novembro

Redacção

Publicado às 14h39 04/05/2026 - Actualizado às 14h39 04/05/2026

Luanda - Grupos de danças tradicionais e urbanas encantaram o público com coreografias criativas, ritmos ancestrais e a ginga característica do país, exaltando a riqueza cultural presente na capital durante os três dias da Feira da Dança, no espaço Prova d’Art Miramar.

O evento, que chegou ao fim na sexta-feira, decorreu em alusão ao Dia Mundial da Dança, assinalado a 29 de Abril, e transformou o espaço num verdadeiro palco de celebração da identidade angolana.

A iniciativa foi promovida pelo Ministério da Cultura, em parceria com a Associação Angolana da Dança, reforçando o compromisso institucional com a valorização, promoção e preservação das artes performativas no país.

Em declarações ao Jornal de Angola, o presidente da Associação Angolana da Dança, Maneco Vieira Dias, fez um balanço positivo da primeira edição da Feira da Dança, realizada entre os dias 26 de Abril e 1 de Maio, com actividades distribuídas entre Luanda e Huambo.

Segundo o responsável, o impacto do evento foi bastante significativo, destacando-se sobretudo a forte adesão do público e o empenho demonstrado pelos participantes ao longo de toda a programação.

Sublinhou que as jornadas tiveram início na Marginal de Luanda, com o projecto “Kizomba na Rua”, que contou com a presença do ministro da Cultura, Filipe Zau para marcar simbolicamente a abertura oficial das actividades.

Disse ainda que o programa se estendeu até ao Dia do Trabalhador, data em que os artistas também se reconhecem como parte integrante da classe trabalhadora, reforçando o papel social da arte e da dança.

O presidente da associação explicou que a Feira da Dança permitiu não apenas a apresentação dos espectáculos em palco, mas também a valorização do trabalho realizado nos bastidores, evidenciando todo o processo criativo, técnico e formativo que antecede as exibições públicas.

Esta abordagem, segundo afirmou, contribuiu para uma maior compreensão do público sobre a complexidade e dedicação exigidas no universo da dança. Na primeira edição, participaram cerca de 20 grupos e mais de 10 expositores, que apresentaram materiais diversos ligados ao sector Cultural e Artístico.

No Huambo, estiveram igualmente envolvidos cerca de 10 grupos, enquanto o seminário formativo reuniu aproximadamente 45 participantes, reforçando a vertente educativa e de capacitação do evento.

Maneco Vieira Dias anunciou que, resultado da boa recepção do público e dos participantes, a organização já prevê a realização de uma segunda edição no mesmo espaço, bem como a implementação de espectáculos regulares de dança.

Revelou igualmente o lançamento de um novo movimento cultural denominado Kizomba Arte, que passará a decorrer diariamente no espaço Prova d’Art, com o objectivo de dinamizar ainda mais o ambiente artístico e cultural da cidade.

A Feira da Dança incluiu uma programação diversificada, com a abertura oficial da feira, workshops de dança, batalhas de danças urbanas, rodas de conversa, momentos de intercâmbio cultural e cerimónia de entrega de certificados aos participantes.

Momentos do encerramento

O presidente da associação deu a conhecer que a Feira da Dança permitiu não apenas a apresentação dos espectáculos em palco, mas também a valorização do trabalho realizado nos bastidores, evidenciando todo o processo criativo, técnico e formativo que antecede as exibições públicas.

Entre os momentos mais marcantes da programação, destacou as batalhas de popping protagonizadas por jovens bailarinos, classificando-as como um dos pontos altos do certame, devido à elevada competitividade, criatividade e qualidade artística demonstradas em palco.

Durante a cerimónia de encerramento houve a entrega de certificados, e o responsável afirmou que o sentimento dominante era de dever cumprido, sublinhando o sucesso da iniciativa.

 

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