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Semba pode ser classificado Património Cultural Imaterial da Humanidade

Ministro da Cultura, Filipe Zau (Arquivo)
Ministro da Cultura, Filipe Zau (Arquivo) Imagens: Inácio Vica

Redacção

Publicado às 18h49 20/05/2026

Luanda – O ministro da cultura, Filipe Zau, anunciou, esta terça-feira, em Luanda, que o Semba pode ser classificado como Património Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO, em Dezembro do corrente ano, durante a reunião do Comité Inter-governamental para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial, a decorrer na China.

De acordo com Filipe Zau, o processo faz parte dos esforços do Executivo para valorizar a cultura nacional e obter novos reconhecimentos internacionais.

Em conferência de imprensa realizada no âmbito do esclarecimento sobre a denominação do Palácio das Artes, por ocasião da visita de constatação do Presidente da República, João Lourenço, referiu que o Semba, enquanto dança e género musical, congrega fortes elementos identitários e culturais que sustentam a sua candidatura.

Disse que o país conta actualmente com vários bens inscritos na lista indicativa da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), etapa considerada fundamental para futuras classificações internacionais.

Entre os activos em valorização estão a Fortaleza de Massangano, no corredor do Kwanza, o Forte da Catumbela, em Benguela, e um Fortim, localizado na província do Cuanza Sul.

Filipe Zau mencionou ainda as grutas de Tchitundo-Hulu, no Namibe, com pinturas rupestres pré-históricas, e o Memorial do Cuito Cuanavale, símbolo da libertação da África Austral, como patrimónios de elevado valor histórico e cultural.

No plano institucional, estão em curso projectos como o Museu da Luta de Libertação, a ser instalado na Fortaleza do Penedo, e o Museu da Resistência, voltado para a preservação da memória histórica nacional.

Actualmente, Angola conta com o Centro Histórico de Mbanza Kongo como Património Mundial da Humanidade e com os desenhos na areia Sona, como Património Cultural Imaterial da Humanidade.

Segundo o ministro, a elevação de bens nacionais a património mundial representa um ganho estratégico com impacto na identidade, turismo e projecção internacional do país.

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