COLóQUIO
Cultura angolana reforça pontes académicas e literárias na Itália
25/05/2026 19h56
Luanda - A cultura angolana voltou a ganhar destaque no panorama académico europeu durante o colóquio internacional “Perante a África e o Mundo”, realizado, na passada quinta-feira, na Universidade Roma Tre, na Itália, no âmbito das celebrações dos 50 Anos da Independência Nacional.
O evento reuniu académicos, diplomatas e investigadores angolanos e europeus, que defenderam o fortalecimento da cooperação científica, literária e cultural entre Angola e o continente europeu.
A projecção internacional da identidade cultural angolana e o aprofundamento dos laços científicos e literários com a Europa marcaram o colóquio internacional “Perante a África e o Mundo”, promovido pela Academia Angolana de Letras e a Cátedra Dr. António Agostinho Neto, da Universidade Roma Tre.
O encontro, realizado em Roma, serviu igualmente para assinalar os 50 Anos da Independência de Angola, reafirmando o papel da diplomacia cultural e da academia na preservação e divulgação da História Contemporânea do país.
Na sessão de abertura, a embaixadora de Angola na Itália, Josefa Lionel Correia Sacko, reiterou o compromisso do Estado angolano em apoiar iniciativas voltadas à promoção da cultura nacional além-fronteiras.
A diplomata considerou motivo de orgulho ver a literatura e a cultura angolanas a serem estudadas numa das mais prestigiadas universidades europeias, sublinhando a actualidade e a relevância internacional da obra poética de António Agostinho Neto.
A cerimónia contou também com intervenções de responsáveis académicos da Universidade Roma Tre, entre os quais Chiara Romagnoli e Elisabetta Bonvino, que destacaram a importância do diálogo intercultural e da cooperação universitária com Angola.
Durante o colóquio, foi apresentado o balanço dos 12 anos de actividade da Cátedra Dr. António Agostinho Neto, fundada em 2014. O coordenador da instituição, Giorgio de Marchis, revelou que mais de 300 estudantes italianos participaram, ao longo da última década, em cursos livres dedicados à cultura angolana, contribuindo para despertar o interesse europeu pelas dinâ- micas sociais, culturais e literárias do país.
Segundo Giorgio de Marchis, uma das prioridades da Cátedra tem sido garantir a participação de docentes e investigadores angolanos, permitindo aos estudantes o contacto directo com reflexões produzidas a partir da realidade nacional.
Por sua vez, o presidente da Academia Angolana de Letras, Paulo de Carvalho, reafirmou a disponibilidade da instituição para cooperar em diferentes áreas ligadas à promoção das línguas nacionais, literatura e estudos sociais sobre Angola.
Os participantes destacaram o papel da Fundação Dr. António Agostinho Neto no fortalecimento do projecto académico e cultural, cujo contributo tem permitido consolidar a presença do nome de Angola em importantes círculos intelectuais europeus.