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Angola lança candidatura do Semba a património imaterial da UNESCO

Ministro da Cultura, Filipe Zau
Ministro da Cultura, Filipe Zau Imagens: ANGOP

Redacção

Publicado às 12h12 21/06/2026 - Actualizado às 12h12 21/06/2026

Luanda - Angola lançou oficialmente, sexta-feira, em Luanda, a candidatura do Semba à lista de Património Cultural Imaterial da Humanidade da UNESCO.

Segundo a Angop, a iniciativa foi apresentada pelo ministro da Cultura, Filipe Zau, no âmbito de uma campanha nacional que resulta da concertação entre o Executivo e a sociedade civil, com o objectivo de valorizar o Semba enquanto expressão musical e dança tradicional.

Ao discursar na cerimónia, realizada sob o lema “Semba: ritmo de Angola, encanto do mundo”, o governante destacou que, caso seja aprovada, a mesma será a primeira candidatura angolana ligada à música a alcançar o reconhecimento da UNESCO.

Avançou que a proposta será defendida em Novembro deste ano, durante a reunião do Comité Intergovernamental, a ter lugar na República Popular da China.

O ministro sublinhou ainda o papel da música na luta pela independência, bem como o contributo do Conjunto Ngola Ritmos, referindo-se de Liceu Vieira Dias, que é considerado o “pai do semba”.

Na ocasião, apelou à união da classe artística e maior empenho na valorização do estilo, numa lógica de complementaridade e não de competição.

“O céu fica mais lindo quando vemos muitas estrelas a brilhar”, disse.

Recordou que Angola conta já com dois patrimónios reconhecidos pela UNESCO, Mbanza Kongo, classificado em 2017 como património material, e o Sona, inscrito em 2023 como património imaterial.

O semba integra ainda a lista indicativa nacional, juntamente com o Corredor do Kwanza, a Batalha do Cuito Cuanavale e o Sítio Nulo.

“O país conta com todo o vosso apoio, porque o estilo identifica a nação e a cultura angolana”, frisou.

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