FESTIVAL
FITAL é dos maiores palcos de intercâmbio artístico
01/06/2026 18h47
Luanda - O Festival Internacional de Teatro e Artes de Luanda (FITAL), realizado ao longo de 12 dias no Elinga Teatro, foi muito mais do que uma montra de espectáculos, transformando-se num importante espaço de intercâmbio artístico e cultural,
O evento, de acordo com o JA Online, reuniu artistas nacionais e estrangeiros, numa partilha constante de experiências, conhecimentos e diferentes visões sobre as artes, incluindo a presença de criadores que nem sequer integravam a programação oficial do festival.
Encerrado domingo, o FITAL, na sua sétima edição, teve vários artistas a considerarem-no como sendo um dos maiores palcos de intercâmbio artístico do país, pela capacidade de reunir criadores nacionais e estrangeiros e promover a troca de experiências entre diferentes linguagens artísticas.
A actriz e responsável do grupo de teatro Mbéu, de Moçambique, Isabel Jorge, que esteve pela primeira vez em Angola, afirmou que um dos pontos mais altos do festival foi a oportunidade de interagir com outros artistas.
Segundo a actriz, mais do que a apresentação, no sábado, da peça “As Substitutas”, a presença do grupo permitiu alargar a sua visão artística, através da interação com outros criadores.
O presidente da Associação Angolana de Teatro (ATT), Tony Frampénio, afirmou que o FITAL funciona como uma verdadeira vitrine da arte e um “palco-escola” para os artistas, ao proporcionar experiências formativas e inovadoras.
“O espaço é de formação das artes, por se tratar de questões muito inovadoras. São trazidos temas sociais de forma muito criativa”, referiu..
Sublinhou ainda que a presença de grupos estrangeiros reforça a dimensão formativa do festival, permitindo a troca de experiências e o aprimoramento do trabalho artístico.
Por seu lado, o produtor de cinema Jorge Cohen, disse que o festival vai além da exibição de espectáculos, ao criar um espaço contínuo de aprendizagem entre profissionais das artes.
Para o artista, a proximidade entre criadores de diferentes áreas contribui para o enriquecimento do percurso artístico individual e colectivo.
Afirmou que a partilha de experiências ao longo do festival permite “ver a arte com outros olhos” e compreender novas abordagens de criação e expressão, o que, na sua opinião, reforça a importância de iniciativas como o FITAL para o crescimento e amadurecimento do sector cultural em Angola.
O artista brasileiro Pedro Vilela mostrou-se impressionado com a capacidade do FITAL de reunir artistas e promover uma troca espontânea de impressões entre os participantes. “Durante o festival pude apreciar o quão rica é a arte em Angola”, disse.
Objectivos alcançados
A directora do Elinga Teatro, Anacleta Pereira, fez um balanço positivo do festival, destacando vários factores que contribuíram para o sucesso desta edição.
Indicou que os espectáculos apresentados trouxeram temáticas diversificadas e foram desenvolvidos de forma criativa, reforçando a qualidade artística do evento.
Anacleta Pereira fez igualmente um balanço positivo da linguagem cénica apresentada, tendo algumas desafiando a estética convencional do teatro.
"Um dos nossos objectivos é incentivar os artistas a apresentarem novas propostas artísticas e conseguimos ver isso no festival", frisou.
Outro dos fins alcançados foi a forte presença de jovens criadores, um aspecto destacado pela directora como sinal de renovação e continuidade das artes cénicas.
"A participação desta nova geração de artistas trouxe uma dinâmica própria à programação, marcada por abordagens criativas e linguagens contemporâneas", declarou.