ARTES

Ministro da Cultura defende políticas participativas para artes plásticas

Encontro entre o ministro da cultura e artistas plásticos Imagem: Angop

25/06/2026 12h44

Luanda - O ministro da Cultura, Filipe Zau, defendeu quarta-feira, em Luanda, a construção de políticas públicas participativas no sector das artes plásticas, com envolvimento directo dos artistas, visando o reforço do diálogo institucional e à definição de estratégias mais ajustadas às necessidades da classe.

O governante, segundo a Angop, falava no final de um encontro com profissionais das artes plásticas, cujo objectivo foi o de promover o diálogo e a reflexão sobre os desafios e perspectivas do sector em Angola.

Filipe Zau considerou o debate importante por permitir contacto directo com os artistas e a auscultação das suas preocupações.

Explicou que as contribuições recolhidas servirão de base para a definição de estratégias concertadas entre o Estado e os agentes culturais.

Entre as principais preocupações apresentadas pelos artistas está a situação da sede da associação que os representa, localizada na zona histórica de Luanda, que se encontra degradada e necessita de reabilitação.

O governante assegurou que o Executivo irá procurar soluções para o problema, tendo em conta outras prioridades do sector, incluindo a recuperação de salas culturais e museus.

Na ocasião, apelou para a necessidade de maior união entre os artistas e apresentou o Directório dos Artistas de Angola, uma plataforma destinada à divulgação dos criadores nacionais e dos seus trabalhos.

Filipe Zau anunciou ainda a futura realização da Expo-cultura, iniciativa que visa ampliar a divulgação das manifestações culturais do país e aprofundar o diálogo com os agentes do sector.

 


Por sua vez, o presidente da UNAP, Rosário Matias, considerou o encontro produtivo, com ênfase na liberdade e na apresentação das preocupações e a importância do processo de auscultação para a construção de políticas culturais mais eficazes.

Frisou que a reforma, a saúde e a segurança social dos artistas foram igualmente apontadas como questões urgentes.

“Os anos passam, chega a reforma, a saúde aperta e é importante que haja mecanismos que apoiem os artistas”, concluiu

O encontro com os artistas enquadra-se no compromisso do executivo com o fortalecimento das artes plásticas e a valorização dos seus profissionais, criando um espaço de concertação e partilha de ideias em torno do desenvolvimento sustentado do sector das artes no país.

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