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Resistência e raridade da Welwitschia inspira pavilhão de Angola na Expo 2027

Rosa Cruz e Silva
Rosa Cruz e Silva Imagens: DR

Redacção

Publicado às 13h47 12/07/2026 - Actualizado às 13h47 12/07/2026

Luanda - O pavilhão de Angola na Expo-Japão 2027, a decorrer de Março a Setembro, na cidade de Yokohama, Japão, baseado na História da planta Welwitschia Mirabilis, congregando conceitos como resistência, raridade e felicidade nos vários momentos e temáticas científicas e culturais que vão preencher o programa de actividades.

Conforme revelou, sexta-feira, em conferência de imprensa, a comissária-geral de Angola, Rosa Cruz e Silva, o pavilhão nacional vai congregar vários tipos de plantas, com destaque para aquelas consideradas raras, oriundas de várias partes da flora nacional, desde alimentícias a farmacológicas, numa estreita colaboração com o Ministério da Agricultura e Florestas.

“Esta Expo vai ser dedicada à horticultura e vai ser ensaiada mesmo no terreno. O espaço, que está dedicado a cada país, vai servir para exibir um jardim e cada um saberá como desenvolver o seu tema, expondo os seus produtos agrícolas”, sublinhou.

Rosa Cruz e Silva efectuou, no início deste mês, uma visita ao Japão, onde cumpriu a primeira reunião preparativa de países participantes, visando recolher todas as informações para afinar a preparação, incluindo uma visita ao local, onde Angola vai apresentar o seu jardim.

“Interagimos com os técnicos e os quadros da organização que lidam com a temática. Averiguamos a nossa localização e podemos concluir que estamos satisfeitos, porque os espaços vão ser diminutos para dar maior abrangência ao jardim. Pensamos que, depois disso, temos de prosseguir o nosso trabalho, no sentido de acelerarmos o passo para fazermos o jardim. Estamos a preparar todos os detalhes”, garantiu.

A historiadora assegurou que a participação de Angola na Expo não se esgota na temática central, prevendo, durante o evento, actividades de cariz cultural e científicas. Neste programa, destaca uma parte relacionada com as conferências sobre o tema da horticultura e o histórico da agricultura, que vai ser desenvolvido por técnicos do Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação.

“Vamos trabalhar com as universidades nacionais e japonesas, reeditar livros antigos, trabalhos de mestrado, doutoramento, relacionados com a temática central e agronomia, para tornar mais amplo o conhecimento que temos e que queremos dar na exposição”, frisou.

A comissária-geral adiantou, no programa, actividades culturais, como música, dança, teatro, relacionadas também com o tema e não só, cujas performances vão ser desenvolvidas por artistas angolanos, numa parceria com as associações nacionais de artistas de diferentes disciplinas.

Por sua vez, o arquitecto Abel Lopes, membro da equipa que concebeu o pavilhão, justificou que a organização vai apenas levar o conceito, visto que a planta não pode sair de Angola.

“A planta tem uma estrutura com um centro, que nos deu a ideia de criar a roda da felicidade, e as folhas criaram o que chamamos de eixos da narrativa. Então, vamos ter um jardim inspirado na mesma, trazendo um centro que é o local onde vamos ter a nossa socialização, os nossos eventos, as nossas palestras, o nosso encontro, a nossa troca de conhecimentos”, disse.

Ainda no mesmo dia, foram apresentados os vários trabalhos do concurso público nacional para a logomarca da Expo-Japão 2027, aberto desde 15 de Junho e cujo vencedor será anunciado no decorrer deste mês. O júri é composto pelos artistas e curadores Fineza Teta, Jorge Gumbe, Susana Sousa e Francisco Van-Dúnem (Van).

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