Ministro Filipe Zau reafirma aposta na diplomacia cultural
Cazombo – O ministro da Cultura, Filipe Zau, reafirmou, esta quarta-feira, em Cazombo (Moxico Leste), a aposta do Governo angolano no reforço da diplomacia cultural para construir pontes de cooperação e impulsionar as indústrias criativas e o intercâmbio artístico.
Em declarações à imprensa, no final da décima segunda edição do Festival Tradicional Luvale "Mize", apontou a cultura como um dos principais postais de apresentação do país, na perspectiva de promover uma imagem característica que ajude a elucidar os objectivos políticos ou de posicionamento internacional.
Disse que a acção do Executivo para o reforço da diplomacia, inclui a valorização, divulgação e preservação do património cultural, um trabalho que está a ser desenvolvido com apoio de algumas instituições internacionais, entre as quais a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).
Informou que uma delegação do seu ministério está na Coreia do Sul para tratar questões de ordem patrimonial, para elevar o Semba e o Tchitundo-Hulo a Património Cultural Imaterial da Humanidade.
O complexo de Tchitundo-Hulo, localizado na província do Namibe, constitui um relevante acervo de arte rupestre, considerado um dos mais importantes testemunhos das primeiras manifestações culturais e artísticas no território angolano.
Por seu lado, o Semba é reconhecido como uma das mais emblemáticas expressões da música, dança e identidade cultural de Angola.
Lembrou que, em Abril de 2024, o Ministério declarou oficialmente a Kizomba e a Tchianda como Património Cultural Imaterial Nacional, ao que seguirá a inscrição das mesmas na UNESCO, para evitar a usurpação cultural e preservar o género musical e de dança.
Actualmente Angola tem a cidade de Mbanza Congo como Património Mundial Cultural e os SONA, que são desenhos simbólicos na areia, como Património Cultural Imaterial da Humanidade.
Por outro lado, considerou o Festival Tradicional Luvale um instrumento fundamental na preservação do património folclórico, imaterial e linguístico daquele povo, através da transmissão inter-geracional de saberes orais.
Disse ser necessário que as autoridades tradicionais continuem a exercer o seu papel na preservação dos hábitos e costumes de diferentes povos que compõem o mosaico cultural de Angola, com sentimento de pertença.
Para tal, apelou as outras províncias a seguirem o exemplo do Moxico Leste e de outras regiões que anualmente realizam festivais tradicionais para mostrar ao mundo o potencial cultural de Angola.
Incentivou os empresários nacionais e estrangeiros a investirem na província do Moxico Leste, nos sectores da restauração e hotelaria, para que os turistas e estudiosos interessados na cultura Luvale possam ter condições de acomodação e alimentação.
O Festival Tradicional Luvale “MIZE” é um dos maiores eventos culturais, que celebra a história, ritos e identidade daquele povo, distribuído por Angola, Zâmbia e República Democrática do Congo (RDC).