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Festival Conexões Letras e Arte vai chegar à outras comunidades do país
06/07/2026 12h16
Luanda - O Festival Conexões, Letras e Arte, promovido pelo Memorial Dr. António Agostinho Neto (MAAN), deve expandir-se, nas próximas edições, para outras comunidades de Luanda e diferentes províncias do país, com o objectivo de aproximar as actividades culturais a um público mais alargado.
A intenção foi manifestada, ao Jornal de Angola, pelo responsável da área Cultural do MAAN, Rigoberto Fialho, quando fazia o balanço da quarta edição do evento.
Indicou que a organização pretende consolidar o crescimento do festival antes de anunciar a próxima edição.
“Existe a intenção de expandir o festival para outras províncias, aproximando a iniciativa de mais comunidades. A próxima edição será anunciada oportunamente, após concluirmos o processo de avaliação e planeamento”, afirmou.
Rigoberto Fialho considerou positivo o balanço da quarta edição, sublinhando que o festival correspondeu às expectativas da organização, com forte participação de artistas, escritores, empreendedores culturais e expositores, consolidando-se como um espaço de promoção da cultura nacional.
Relativamente ao público, reconheceu que a afluência ficou abaixo do esperado, apesar de considerar satisfatória a adesão ao longo dos dias da feira.
Participaram da actividade 41 elementos, incluindo artistas que integraram o Palco Livre, criando oportunidades para a divulgação de produtos, serviços e estabelecimento de novas parcerias, embora o volume de vendas tenha sido inferior ao esperado.
A expositora Gisela Henriques, da empresa VDG Global, dedicada aos serviços gráficos e produtos personalizados, disse que o retorno financeiro foi reduzido, mas destacou os contactos estabelecidos durante o evento.
“O lucro foi baixo, mas conseguimos fazer contactos importantes que poderão resultar em futuros negócios”, firsou.
Diversidade artística
Ao longo de vários dias, o Festival Conexões, Letras e Arte promoveu uma programação dedicada à literatura, música, teatro, cinema, artes plásticas, artesanato e dança, reforçando o diálogo entre diferentes expressões artísticas.
Entre as principais actividades destacaram-se o lançamento da Gazeta dos Kandengues, a Hora do Conto, o Palco das Letras, sessões de autógrafos, teatro infantil, rodas-de-conversa, a exposição fotográfica “Olhar Angola”, a exibição do documentário “Precisamos Ouvir Todos” e duas apresentações da “Trilogia Ecos do Silêncio”, que uniu literatura, fotografia e dança.
A programação incluiu ainda uma palestra sobre “A vida e obra do primeiro Presidente de Angola”, António Agostinho Neto, uma oficina de umbundu, apresentações de dança tradicional, poesia, trova e sessões de palco livre.
O primeiro dia foi marcado pela mesa-redonda “Literatura Infantil em Angola: Preservar a Memória, Inspirar o Futuro”, com a participação de Domingas Montes Kardo Bastilo e Lucas Cassule.
O encerramento contou com um concerto de Nuno Mingas e Banda e com a apresentação dos livros “Eu e os Três Óbitos”, de Beny dya Mbaxi, e “Submundo da Minh’Alma”, de Sebastião Gonga.