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Ministro da Cultura participa na inauguração de monumento da família Tucker

Ministro da Cultura, Filipe Zau, participou, em Fort Monroe (Estados Unidos da América), na inauguração do monumento dedicado a ancestrais da família Tucker
Ministro da Cultura, Filipe Zau, participou, em Fort Monroe (Estados Unidos da América), na inauguração do monumento dedicado a ancestrais da família Tucker Imagens: Cedida

Redacção

Publicado às 12h48 31/08/2026 - Actualizado às 12h48 31/08/2026

Luanda– O ministro angolano da Cultura, Filipe Zau, participou, sábado último, em Fort Monroe (Estados Unidos da América), na inauguração de um monumento dedicado a Antoni, Isabela e ao seu filho William, ancestrais da família Tucker oriunda de Angola.

A cerimónia decorreu, no âmbito das celebrações do African Landing 2026, e constituiu um momento de valorização da memória histórica comum entre Angola e os Estados Unidos da América.

Uma nota de imprensa indica que a presença do monumento em Fort Monroe reveste-se de particular significado pela ligação deste território à chegada, em 1619, dos primeiros africanos documentados à então colónia inglesa da Virgínia, entre os quais pessoas oriundas da região que corresponde ao actual território de Angola.

A homenagem a Antoni, Isabela e William confere uma dimensão humana a uma história com mais de quatro séculos, cuja memória permanece viva, através dos seus descendentes, particularmente da família Tucker.

Para Angola, esta história demonstra que os laços entre os povos angolano e americano são anteriores ao estabelecimento das relações diplomáticas formais entre os dois países.

A participação angolana nas celebrações do African Landing 2026 insere-se no esforço de preservação e valorização da memória comum, bem como no aprofundamento do conhecimento sobre as raízes históricas que unem os povos angolano e americano, adianta a nota.

A inauguração do monumento, esclarece o comunicado, representa um acto de memória sobre um dos períodos mais dolorosos da história, marcado pela violência e privação da liberdade, mas que evidencia igualmente a resiliência, dignidade e capacidade de resistência dos seus protagonistas e descendentes.

O embaixador de Angola nos Estados Unidos da América, Agostinho Van-Dúnem, assistiu igualmente a cerimónia.

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