ROMANCE

Lançamento de romance marca estreia de trilogia

Marta Teixeira Imagem: DR

03/08/2026 21h38

Luanda - O romance “Juras Cor de Sangue”, de co-autoria de Marta Teixeira Lopes e Edgar Ginga Sombra, que acaba de chegar ao mercado literário benguelense, inspirado em factos, marca o início de uma trilogia que aborda temas como amor, lealdade, confiança e as consequências das promessas.

A co-autora explicou, ao Jornal de Angola, que o livro tem 143 páginas, distribuídas por oito capítulos, acrescentando que, numa primeira fase, estão disponíveis 100 exemplares para a comercialização em Benguela, estando previstos lançamentos nas províncias de Luanda e do Huambo.

Afirmou que “Juras Cor de Sangue” nasceu de um convite de Edgar Ginga Sombra, que lhe apresentou uma história inspirada em factos. A partir desse enredo, os dois autores desenvolveram personagens, conflitos e perfis psicológicos, e transformaram a narrativa numa obra de ficção.

“O romance acompanha a história de três jovens bolseiros angolanos que procuravam construir os seus sonhos na África do Sul e retrata um triângulo amoroso, marcado por promessas, lealdade, confiança e traição. O título simboliza a intensidade dos compromissos assumidos pelos protagonistas e as consequências da quebra dessas promessas”, frisou.

A co-autora destacou que a publicação da obra só foi possível após cerca de cinco anos de revisões e aperfeiçoamento até encontrarem uma editora com políticas favoráveis à edição do livro.

Marta Teixeira Lopes revelou que a paixão pela escrita surgiu ainda na infância, motivada pelo gosto pela leitura. Sem acesso a livros literários, começou por ler a Bíblia e obras académicas.

“O primeiro contacto com um romance aconteceu durante o ensino médio por incentivo de um professor de Língua Portuguesa. Foi uma experiência que despertou o meu interesse pelo género literário”, frisou.

A autora iniciou o seu percurso na literatura através da poesia, tendo participado em antologias nacionais e internacionais. Foi também curadora da página brasileira Sen-Sasions, na Sual divulgava os seus poemas e conquistou reconhecimento entre leitores e escritores de língua portuguesa.

 

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