EXPO
Expo-Cultura projecta sector como motor da economia nacional
22/08/2026 14h32
Luanda – O ministro da Cultura, Filipe Zau, afirmou sexta-feira, em Luanda, que a Expo-Cultura Angola pretende fortalecer de forma sustentável o ecossistema cultural, gerar novas oportunidades de negócio, emprego e desenvolvimento.
Ao discursar na cerimónia de lançamento da primeira edição da Expo Cultura Angola 2026, Filipe Zau destacou que o evento será realizado anualmente e deverá afirmar-se como a maior montra cultural angolana.
Anunciou que a primeira edição da Expo-Cultura Angola está prevista para Novembro deste ano, com duração de cinco dias, e deverá mobilizar instituições públicas e privadas, agentes culturais, parceiros e a sociedade em geral.
Explicou que o evento vai reunir artistas, criadores, instituições públicas e privadas, agentes culturais, empreendedores, parceiros internacionais e o público.
Segundo o ministro, a iniciativa constitui um momento marcante para o sector cultural nacional, por criar uma plataforma permanente de promoção, difusão e valorização das múltiplas expressões culturais de Angola, incluindo tradições, costumes, história e identidade nacional.
Filipe Zau sublinhou que a cultura angolana se caracteriza pela diversidade e pelo plurilinguismo, com manifestações que abrangem a música, teatro, rituais religiosos, línguas, mitos, gastronomia, danças, arquitectura, folclore, festas populares e outras formas de expressão.
Entre os estilos musicais, apontou o semba, kizomba, tchianda e o kuduro, além de manifestações tradicionais e populares como as festas do Mar (Namibe) de Mbanza Kongo (Zaire), expressões culturais chokwe e o Carnaval, cujo desfile principal decorre em Luanda.
O ministro referiu que a Expo Cultura Angola está alinhada com o Plano de Apoio e Promoção da Cultura (Planacult) e com o Programa de Desenvolvimento Nacional (PDN) 2023-2027, que prevê, entre outros objectivos, o apoio à diversidade cultural e à unidade nacional, a digitalização dos meios de produção e distribuição de bens e serviços culturais e o reforço das instituições do sector.
Acrescentou que as políticas públicas procuram também criar um ecossistema de organizações culturais e desenvolver a cultura popular urbana e rural como activo social e económico.
Para Filipe Zau, o Executivo encara actualmente o sector cultural como um instrumento estratégico para a diversificação da economia nacional, capaz de gerar emprego, rendimento, inovação e receitas, tanto no mercado interno como no exterior.
Neste sentido, considerou a Expo- Cultura Angola um espaço privilegiado para projectar artistas, criadores, instituições e empreendedores culturais, permitindo-lhes expor, promover e comercializar produtos, serviços e talentos.
O governante defendeu ainda que a iniciativa deve estabelecer uma ligação entre cultura, economia, turismo, educação e inovação, que demonstra que o investimento no sector cultural constitui igualmente um investimento no desenvolvimento do país.
Filipe Zau apelou ao envolvimento de todos os intervenientes para transformar a Expo num património colectivo e consolidar o evento como espaço de cooperação, diálogo, intercâmbio e construção conjunta.
“Com mais cultura, mais Angola”, afirmou o ministro, ao declarar oficialmente lançado o projecto Expo- Cultura Angola.