DANçAS
Danças tradicionais animam visitantes durante a FIB
16/09/2026 12h19
Luanda - Uma variedade de danças tradicionais, com realce para a dança do caçador, chipuete, dança da cura, kongo, caviulas e outros estilos, despertaram a atenção dos visitantes, durante a 15ª edição da Feira Internacional de Benguela (FIB), realizada no Estádio Nacional de Ombaka.
As manifestações culturais, que entusiasmaram turistas e visitantes, envolveram grupos de dança de diferentes municípios da província. Entre os participantes estiveram os grupos de Tchingandji, Irene Cohen, do município do Cubal e o grupo da Catumbela, rque abriu feira realizada de 9 a 13 deste mês, cujo encerramento esteve a cargo do grupo tradicional Ballet Bismas das Acácias, segundo o JA Online.
A directora do Ballet Bismas das Acácias, Deolinda Trindade, disse que o grupo apresentou, desde o primeiro dia da feira, uma diversidade de danças tradicionais, com o propósito de promover e valorizar a cultura nacional.
Considerou que o ambiente de convívio proporcionado pela FIB permitiu aos turistas e visitantes interagir com os grupos de dança, músicos e outros agentes culturais presentes no certame.
A responsável destacou que o Bismas das Acácias exibiu várias coreografias, entre as quais a dança do caçador, o chipuete e a dança da cura, manifestações que integram o repertório do grupo.
Durante os cinco dias do evento, acrescentou, vários cantores de diferentes estilos musicais actuaram nos stands, contribuindo para a animação da feira. "A receptividade do público, incluindo turistas estrangeiros, superou as expectativas dos grupos participantes", frisou.
“Vimos que os turistas e visitantes, que afluíram em grande número ao Estádio Nacional de Ombaka, dançaram com os grupos presentes, quer de danças tradicionais quer com os cantores de outros estilos musicais, e colaboraram com a nossa cultura”, afirmou.
O músico DJ Loló e outros artistas também actuaram no recinto, numa programação que juntou diferentes manifestações culturais. O Balé Bismas das Acácias apresentou várias danças folclóricas e tradicionais, contribuindo para a valorização do Património Cultural Angolano.
Resgate de danças esquecidas
Além das apresentações públicas, o Balé Bismas das Acácias desenvolve um trabalho de pesquisa e resgate de manifestações culturais que correm o risco de cair no esquecimento.
Deolinda Trindade explicou que o grupo está a trabalhar na recuperação de danças como o tchingandji, o chiquete, o kongo e as danças das caviulas, que, segundo a responsável, deixaram de ser praticadas com a frequência de outros tempos.
O uguendje, a dança do caçador e outras manifestações tradicionais também fazem parte do processo de recuperação desenvolvido pelo grupo. O objectivo, sublinhou, é garantir a transmissão desses conhecimentos às novas gerações e assegurar a continuidade das tradições culturais.
“Temos vários jovens dentro do grupo e os mais antigos estão a passar o legado”, disse Deolinda Trindade, lembrando que o Balé Bismas das Acácias está há 42 anos no activo.
Actualmente, o grupo é constituído por 36 integrantes e aposta na formação de jovens, considerados o viveiro da nova geração dos Bismas das Acácias.
Para além da dança tradicional, o grupo dedica-se à pesquisa da cultura tradicional e mantém uma escola de Carnaval, denominada Bloco Amarelo, criada no seio da organização. O projecto inclui igualmente actividades ligadas ao teatro e à música.