Mais de 50 filmes concorrem no Festival de Cinema de Luanda
Luanda - Cinquenta e três filmes estão seleccionados para concorrerem na oitava edição do Festival Internacional de Cinema de Luanda 2026, a decorrer de 28 do corrente mês a 02 de Novembro, informou, esta quarta-feira, o director do evento, Jorge Cohan.
Segundo disse, em conferência de imprensa, 23 filmes estão elegíveis para a categoria nacional e 30 na internacional, sendo longas-metragens de ficção, documentários e curtas-metragens.
Revelou que os vencedores, na categoria de longa-metragem de ficção, recebem um prémio de cinco milhões de kwanzas, no documentário três milhões e curta-metragem um milhão e 500 mil.
Jorge Cohan disse que, além dos filmes em competição, serão exibidos outros, totalizando mais de 100 em diferentes sessões.
As sessões do festival, disse, vão decorrer nos cines Teatro Nacional, Cinemax Fortaleza, Instituto Guimarães Rosa e Zunga, assim como nos centros Cultural Camões e de Ciência de Luanda.
Salientou que o festival servirá de ponto de encontro, de formação com oficinas criativas, laboratórios de desenvolvimento de projectos e contará com momento de discussão de assuntos sobre desenvolvimento de planos, distribuição e produção.
Deu a conhecer que foram submetidas candidaturas de filmes infanto-juvenis, razão pela qual foi aberta uma nova categoria de carácter não competitiva para as crianças.
Adiantou que serão exibidos filmes de animação como o “Capitão Angola”, “O Super Moçambique”, “O Meu Guerreiro Favorito”, “Txepa”, que vão ajudar a trazer um novo público para o cinema nacional.
O FIC Luanda, de iniciativa da Agência Nacional das Indústrias Culturais e Criativas, vai ser realizado pela “Geração 80”, regressando 11 anos depois, com mais de 100 filmes provenientes de mais de 20 países.
Destaca-se na programação do certame a inclusão de filmes internacionais, com destaque para “My Father’s Shadow” (Nigéria), de Akinola Davis Jr., “Congo Boy” (Congo), de Rafiki Fariala, “O Riso e a Faca” (Portugal), de Pedro Pinho, “Narciso” (Brasil), de Jefferson De, ou “Sirât” (Espanha), de Oliver Laxe.