Conselho dos Desportos da União Africana premeia talentos em Maio

Premiação de talentos africanos (arquivo) Imagem: DR

12/04/2026 13h39

Luanda - “África não celebra o passado. Recompensa quem está a construir o futuro”, este é o slogan do Prémio RASA (Regional Annual Sport Awards), instituído pelo Conselho dos Desportos da União Africana na Região 5, que Luanda acolhe a 23 de Maio, no Centro de Convenções de Talatona. 

Em nota chegada ao Jornal dos Desportos, o comité organizador escreve que "o evento não é apenas uma gala, mas é o momento em que o continente decide quem lidera a próxima década do desporto africano". No entanto, "não há espaço para mediocridade, mas, sim, para vencedores, aqueles que resistem e levantam bandeiras", lê-se.

A organização fundamenta que "durante anos, o talento africano foi celebrado, muitas vezes, fora do continente e, hoje, um novo movimento começa a inverter essa lógica". "O talento africano já não pede validação, mas entrega resultados", por isso, "a RASA 2026 mobiliza o continente e atrai a atenção internacional".

A África começa a decidir os seus campeões e os 10 países da Região Austral pretendem definir os maiores nomes. Os adeptos e as federações já abriram campanhas para o reconhecimento e afirmação dos melhores filhos na cerimónia de premiação. Milhares de nomeações começaram a chegar na plataforma continental nos últimos dias, num sinal claro do envolvimento dos membros da zona.

O documento esclarece que "mais do que distinguir vencedores, o RASA posiciona-se como novo padrão de excelência africano, alinhado com uma visão de maior autonomia, valorização interna e construção de identidade continental".

Luanda prepara-se para dar a resposta à questão: Quem são os melhores do desporto africano? O debate à volta do crescimento da campanha começa a despertar o interesse de marcas e parceiros institucionais que vêem no RASA "uma oportunidade de se posicionar no centro de uma conversa continental em expansão".

Doze categorias compõem os Prémios RASA: Jovem Desportista Feminina do Ano, Jovem Desportista Masculino do Ano, Equipa do Ano, Desportista Feminina do Ano com Deficiência, Desportista Masculino do Ano com Deficiência, Desportista Feminina do Ano, Desportista Masculino do Ano, Treinador do Ano, Jornalista Desportivo do Ano, Desportista do Ano, Confederação Desportiva do Ano e Prémio AUSC Região 5.

Os dois últimos não são votados, mas seleccionados pelo painel de adjudicação com base nos critérios do regulamento.

Para a categoria Jovem Desportista do Ano (Feminino e Masculino), o atleta deve ter idade inferior a 20 anos, vencedores dos prémios nacionais, desempenho excepcional na região e zona internacional, potencialidade para atingir nível mundial, conduta exemplar dentro e fora do campo, cumprimento das normas éticas e sem infracções de doping.

Para a Equipa do Ano, deve ser vencedora nos prémios nacionais, reconhecida por uma Federação Internacional competente, deve ter consistência de desempenho na região e internacional, superação de adversidades, demonstração de trabalho em equipa, conduta exemplar, cumprimento das normas éticas e sem infracções de doping.

O Desportista com Deficiência (Feminino e Masculino) deve ser vencedor dos prémios nacionais, cidadão do país nomeante, desempenho de nível mundial, estabelecimento de recordes, conduta exemplar, cumprimento ético e sem infracções de doping.

Entre os quesitos para o Desportista do Ano (Feminino e Masculino) constam: vencedor dos prémios nacionais, desempenho de nível mundial, definição de padrões de excelência, conduta exemplar, cumprimento ético, sem infracções de doping.

O Treinador do Ano é um vencedor nos prémios nacionais com actividade exercida na região, tem resultados de nível mundial ou referência regional, é promotor de disciplina e fair play e conduta exemplar.

O Jornalista do Ano deve ser vencedor do prémio nacional, cobertura consistente do desporto, promotor de novos talentos e divulgação de histórias inspiradoras.

Sistema de pontuação para distinção

No sistema de pontuação por programas, a Confederação Desportiva do Ano deve ter em conta a participação nos Jogos da Região 5. Também deve ter resultados de excelência, organização de eventos regionais e contributo para o desenvolvimento do desporto.

O País do Ano deve reunir na proposta de candidatura acolhimento dos Jogos da Região 5.

Quanto à pontuação, quem tiver participações em oito programas recebe 10 pontos. De seis a oito, merece oito pontos, quatro a seis beneficia de seis pontos, de dois a quatro recebe quatro pontos. Abaixo de dois, tem dois pontos.

O Desportista do Ano (Absoluto) deve ser vencedor nacional, cidadão do país, deve ter desempenho de classe mundial, recordes, conduta exemplar, cumprimento ético e sem infracções de doping. O documento esclarece que a organização dos prémios é obrigatória e rotativa entre os Estados-Membros.

 

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