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Mundial 2026: FIFA remove 388 mil publicações abusivas

Federação Internacional de Futebol Associado (FIFA)
Federação Internacional de Futebol Associado (FIFA) Imagens: DR

Manuel da Cruz

Publicado às 12h33 19/06/2026

Luanda – A FIFA já removeu cerca de 388 mil publicações abusivas, de um total de 3,8 milhões monitorizadas, até ao oitavo dia do Mundial de futebol de 2026, o que supera o registo da edição de 2022, disputada no Qatar, foi anunciado esta quarta-feira.

O balanço foi divulgado em comunicado pela FIFA, que detalhou que o seu serviço de protecção de redes sociais analisou, desde a fundação, mais de 250 milhões de mensagens no total, identificando cerca de 30 milhões como abusivas.

O número, alcançado logo ao oitavo dia do torneio, já supera os dados registados durante a totalidade do Mundial Qatar de 2022.

No total, o sistema analisou mais de 3,8 milhões de publicações nesta fase da competição.

Segundo a FIFA, a remoção incidiu sobre conteúdos classificados como prejudiciais e associados ao Mundial de 2026, competição que decorre nos Estados Unidos, Canadá e México.

O organismo que tutela o futebol mundial não especificou a natureza das publicações removidas, nem os critérios utilizados para a sua identificação, limitando-se a indicar que a operação resultou na eliminação de cerca de 388 mil publicações online.

A revelação coincide com um fórum organizado em Atlanta (Estados Unidos da América), em parceria com o TikTok e a cidade anfitriã, no Centro Nacional de Direitos Civis e Humanos.

O encontro celebrou o Dia Internacional contra o Discurso de Ódio e decorreu horas antes do jogo entre a República Checa e a África do Sul, em Atlanta, que resultou em empate a uma bola.

O debate, focado em passar de campanhas de consciencialização para intervenções eficazes contra o racismo, contou com figuras como o antigo futebolista e Presidente da Libéria, George Weah, que alertou para a persistência do problema.

Também a antiga internacional nigeriana Mercy Akide apelou ao envolvimento comunitário no combate ao ódio digital e físico.

A iniciativa integra o plano da FIFA contra o racismo, que visa promover mudanças estruturais através da educação, do envolvimento dos adeptos e desenvolvimento de ferramentas para as federações mundiais.

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