FUTEBOL
Descontentamento aumenta na UEFA
15/07/2026 13h43
Luanda - Várias federações da UEFA mobilizam-se para apoiar um candidato que enfrente Gianni Infantino nas próximas eleições presidenciais da FIFA, numa altura em que o actual líder procura um terceiro mandato.
Apesar de confirmar a recandidatura no Congresso da FIFA, em Abril, Infantino espera uma reeleição tranquila. A TalkSPORT, citado pelo JA Online, avança que existe um movimento dentro da UEFA para apresentar uma alternativa, dada à sensação de descontentamento com o líder.
O sentimento anti-Gianni intensificou-se durante o Mundial 2026, sobretudo, após a revelação de que o Infantino recebeu um telefonema do Presidente dos EUA, Donald Trump, sobre o cartão vermelho do avançado Folarin Balogun, que foi subsequentemente suspenso. A UEFA reagiu com veemência, acusando a FIFA de "ultrapassar uma linha vermelha".
Em sua defesa, Infantino sublinhou a independência do comité disciplinar da FIFA, que tomou a decisão e permitiu que Balogun jogasse na derrota com a Bélgica nos oitavos-de-final.
Para além de invocar "discrição", nem a FIFA nem o seu órgão judicial forneceram uma explicação detalhada para a decisão. Revelaram apenas que um membro do comité tomou a decisão.
Nesse cenário, surgem vários nomes como potenciais candidatos. O presidente da UEFA, Aleksander Ceferin, seria o mais qualificado, mas o advogado esloveno preferiu a continuidade no actual cargo.
Embora tivesse descartado um terceiro mandato completo até 2031, agora está disposto a se recandidatar na UEFA se não surgirem outros candidatos. Não pretende um confronto directo com Infantino.
Várias federações da UEFA, das quais a da Bélgica e da Polónia, estão na linha de frente para apoiar a candidatura de Nasser Al-Khelaifi, presidente do PSG.
Fontes indicam que o presidente da EFC (Associação de Clubes Europeus) não tem essa ambição. A Polónia favoreceria Dariusz Mioduski, proprietário do Legia. Altos dirigentes do futebol da Bósnia, Noruega, um dos mais vocais contra Infantino desde o Prémio da Paz dado a Trump, Suécia, Alemanha e Espanha também terão discutido o apoio a outros candidatos europeus, incluindo Mioduski.
Fora da Europa, o presidente da CONCACAF, Victor Montagliani, é visto como um possível sucessor. Fontes próximas do canadiano afirmam que o seu foco é a reeleição na CONCACAF, mas é sabido que ambiciona um dia liderar a FIFA.
Outro nome com a mesma aspiração é Patrice Motsepe, presidente da Confederação Africana de Futebol (CAF). É improvável que o sul-africano desafie o aliado Infantino. A preferência é esperar até 2031, quando o Infantino já não se poderá recandidatar.