FUTEBOL

Técnicos angolanos em maioria na Liga Unitel Girabola

Treinador Filipe NzanzaImagem: DR

25/08/2026 13h14

Luanda - A época futebolística 2026/2027 promete uma disputa renhida pelo título da Liga Unitel Girabola, que arrancou sexta-feira, em função dos diferentes estilos de jogos e estratégias dos clubes participantes na prova.

O campeonato regista a presença de treinadores portugueses e brasileiros, mas a maioria das equipas continua a apostar em técnicos nacionais.

São os casos de Silvestre Pelé, treinador da Académica do Lobito, um clube que bem conhece, onde já esteve três temporadas.

Águas da Silva, está no comando do 1º de Maio de Benguela. O experiente técnico é conhecido pela sua habilidade em colocar as peças em campo, ao passo que Filipe Nzanza, a frente do 1º de Agosto (Luanda) desde 2021, tem como referência o domínio da posse de bola pelos seus jogadores.

Osvaldo Roque “Jony”, que terminou a época no banco do Recreativo do Libolo, do Kuanza-Sul, domina os cantos do clube. Quem também regressou a casa é Francisco Moniz “Frank”, treinador do Sagrada Esperança da Lunda-Norte.

Divaldo Alves, do Interclube (Luanda), é detentor da Licença UEFA Pro, o mais alto grau de certificação para treinadores de futebol. As suas valências poderão dar um impulso a formação da Polícia na presente temporada.

Zola Nseka, do Futebol Clube de Cabinda, Silva Kussanda, do São Salvador do Zaire, e Artur Correia, do Recreativo da Caála (Huambo), pretendem colocar os seus clubes na melhor posição possível da Liga.

Beto Bianchi, hispano-brasileiro, do Williete de Benguela, é um dos treinadores estrangeiros mais experientes no futebol angolano com passagens pelo Petro de Luanda, Interclube e selecção nacional de honras "Palancas Negras".

O Petro de Luanda, campeão em título, apostou no treinador luso-angolano, João Pedro Sousa, estreante no Girabola. É conhecido por privilegiar um futebol dominante, baseado na posse de bola, intensidade e disciplina táctica.

Outro estreante é Sandro Mendes, treinador português do Bravos do Maquis, do Moxico, que também possui licença UEFA Pro. No seu currículo destaca-se a conquista de um título ao serviço da equipa feminina do Al Nassr da Arábia Saudita.

Paulo Torres, igualmente de nacionalidade portuguesa, renovou o contrato com o Desportivo da Huíla por mais uma época, depois de terminar a última edição do Girabola na quarta posição. Esta será a sua quinta temporada à frente do clube.

O FC Luanda, que marca presença pela primeira vez na divisão maior do futebol nacional, optou também por um treinador luso, Rui Santos, que aposta em jovens no plantel.

Do Brasil, Maurílio Silva regressa ao Desportivo da Lunda-Sul, depois de ter alcançado a ao serviço do clube a Taça da Confederação Africana na época 2023-2024.

O Kabuscorp do Palanca (Luanda) é orientado pelo brasileiro Leo Neiva, que assumiu o comando a meio da temporada passada.



 

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