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Linha ferroviária de Luanda vai ser expandida para a RDC

Transporte ferroviário
Transporte ferroviário Imagens: DR

Redacção

Publicado às 12h28 11/12/2023 - Actualizado às 13h31 11/12/2023

Luanda - A empresa Norte Americana All-American Rail Group (AARG) e o Ministério dos Transportes (Mintrans) firmaram, domingo, um Memorando de Entendimento (MOU), para impulsionar a expansão ferroviária no Norte do país, ligando o caminho de ferro de Luanda à República Democrática do Congo (RDC).

De acordo com um comunicado do Mintrans, o projeto, avaliado em 4,5 mil milhões de dólares, visa fortalecer a segurança alimentar em Angola e facilitar a expansão agrícola em regiões estratégicas como Uíge, Kwanza-Norte, Bengo, Malanje e Zaire.

“Pensado para reforçar a segurança alimentar de Angola, vai apoiar a expansão agrícola no Uíge, Kwanza-Norte, Bengo, Malanje e Zaire em estreita sinergia com as plataformas logísticas do Soyo, Malanje, Luvo e Lombe. A interligação com a RDC vai possibilitar a exportação de petróleo, madeira e minerais para os países do Atlântico”, lê-se no comunicado.

O documento salienta que “a interligação com a RDC vai possibilitar a exportação de petróleo, madeira e minerais para os países do Atlântico” e que o projeto está pensado para reforçar a segurança alimentar de Angola, apoiando a expansão agrícola das províncias angolanas do norte (Uíge, Cuanza-Norte, Bengo, Malanje e Zaire) em “sinergia com as plataformas logísticas do Soyo, Malanje, Luvo e Lombe”.

O ministro dos Transportes, Ricardo Viegas D’Abreu, aproveitou a ocasião para evidenciar o potencial de desenvolvimento do Corredor Norte, “que apesar de terminar em Malanje, pode estender-se para o Norte e Leste do País, – às regiões mais populosas do País e detentoras de características naturais propícias à implementação de actividades de agronegócio, comércio, indústria e turismo”.

Ricardo Viegas D’Abreu lembrou, entretanto, que “o Plano Director do Sector preconiza a extensão dos três corredores nacionais para as fronteiras com os países vizinhos, com o objectivo prioritário de potenciar as ligações aos respectivos portos do litoral, a facilitação do comércio transfronteiriço e a dinamização da economia real em Angola”.

Em virtude da importância deste memorando de entendimento, o Ministério dos Transportes vai criar um grupo de trabalho presidido pelo titular da pasta, composto por responsáveis da Direcção Nacional para a Economia das Concessões, do Caminho de Ferro de Luanda, a Agência Nacional de Transportes Terrestres, e do All-American Rail Group.

Um dos membros do Conselho de Administração da empresa norte-americana, Mustafa Ocalir, citado no comunicado, salientou que este memorando é o primeiro passo para apoiar o plano de expansão da rede ferroviária angolana, através do Corredor Norte.

“Pretendemos construir e integrar a ferrovia com plataformas logísticas e com um porto nesta região agrícola, para fazer avançar o PlanGrão e reforçar a segurança alimentar do país.", acrescentou.

O mesmo responsável sublinhou ainda que o grupo atribui grande importância à parceria agora iniciada com o Ministério dos Transportes e que estão prontos para colocar à disposição de Angola a sua capacidade de construir, operar e financiar projectos ferroviários e logísticos.

O comunicado afirma que All-American Rail Group (AARG) é um consórcio ferroviário com sede em Houston, no Texas, composto por seis empresas ferroviárias e de infraestrutura norte-americanas, e que dispõe de financiamentos do Export-Import Bank, dos Estados Unidos, e deve abrir em breve um escritório de representação em Luanda.

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