DIAMANTES

Governo angolano termina parceria com Alrosa

Diamantino Azevedo, ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás   - Cedida
Diamantino Azevedo, ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás Imagem: Cedida

29/11/2024 09h25

Luanda - O Executivo angolano deu por finda a parceria com a sociedade russa, Alrosa, na sequência das sanções impostas às empresas da Rússia, numa decisão aprovada, esta quinta-feira, pelo Conselho de Ministros.

De acordo com o ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino de Azevedo, vai substituir a empresa russa, na Sociedade Mineira da Catoca, a Maden Investiment Group CC, uma subsidiária do Fundo Soberano do Sultanato de Omã, que se ocupará da prospecção, exploração e comercialização de diamantes nas províncias da Lunda Sul e Lunda Norte.

Em declarações à imprensa, Diamantino de Azevedo justificou a decisão com o facto da empresa Alrosa estar sob sanções internacionais, desde 2022.

As negociações entre as autoridades angolanos e russas começaram há mais de um ano, mas, entre as várias propostas, a Rússia vetou, em Outubro último, a alienação da parte da Alrosa à companhia sul-africana De Beers, que controla uma percentagem de mercado dos diamantes em bruto igual à Alrosa, segundo um despacho da VOA.

Na altura, a posição foi manifestada pelo vice-ministro das Finanças russo, Alexei Moiseyev.

Até agora, a Alrosa detinha 41 por cento da Sociedade Mineira de Catoca, que fundou juntamente com a empresa angolana de diamantes ENDIAMA.

Catoca é a quarta maior mina de diamantes do mundo, em volume de produção, com cerca de seis milhões e meio de quilates em bruto por ano e reservas estimadas em 120 milhões de quilates.

Estima-se que a Alrosa recebeu de dividendos, entre 1995 e 2018, cerca de 464 milhões de dólares anualmente.

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