COMBUSTíVEL
País comercializou 4,8 milhões de toneladas de combustíveis em 2024
17/02/2025 12h42
Luanda - O mercado absorveu um total de 4,8 milhões de toneladas métricas de combustíveis líquidos em 2024, divulgou o Instituto Regulador dos Derivados de Petróleo (IRDP) durante a cerimónia de balanço dos resultados do quarto trimestre, segundo notícia do Jornal de Angola.
O director-geral do IRDP, Luís Fernandes, ressaltou que embora a quantidade comercializada represente um decréscimo na ordem dos 2,0 por cento face ao volume absorvido pelo mercado no ano anterior, o exercício económico de 2024 é considerado proveitoso.
Os resultados do quarto trimestre do ano passado revelam que de Outubro a Dezembro as operadoras do mercado nacional desembolsaram, em termos globais, 756 milhões de dólares para a aquisição de 1,3 milhões de toneladas métricas de combustíveis.
Do total adquirido, 60,4 por cento corresponde ao volume de gasóleo, com a gasolina a representar 27,2 por cento, seguida do Fuel Ordoil (5,3 por cento), o Jet 1(1,1 por cento), o asfalto (0,8 por cento) e o petróleo iluminante corresponde apenas 0,8 por cento do total.
Citado pela publicação institucional ‘Resenha IRDP’, o director-geral do Instituto sob égide do Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás (Mirempet) revelou que os resultados correspondem a um decréscimo de aproximadamente 19 por cento em comparação com o terceiro trimestre, com a particularidade de que 76 por cento dos produtos acima referidos dizerem respeito ao volume importado, num período em que, ao nível da produção nacional, a Refinaria de Luanda foi responsável pela venda de 23 por cento, enquanto a Cabgoc-Topping Cabinda forneceu 1,0 por cento.
Os lubrificantes registaram 7.673 toneladas métricas vendidas, 896 das quais produzidas em Angola (12 por cento) e 6.780 toneladas métricas (88 por cento) importadas.
No entanto, as estatísticas apontam para uma redução de 21 por cento em relação à quantidade comercializada no período anterior.
Nesta conformidade, o volume das importações ao longo dos 12 meses, avançou Luís Fernandes, teve um custo aproximado de 2,9 mil milhões de dólares, ou seja, uma variação negativa de 14 por cento quando comparado com o ano anterior (2023).
Comércio de gás
O Gás de Petróleo Liquefeito (LPG), também conhecido como gás de cozinha, em 2024 atingiu a venda anual de 501.030 toneladas métricas, uma variação homóloga de 6,0 por cento enquanto de Outubro a Dezembro verificou-se um aumento de 15 por cento no fornecimento.
Entre Outubro e Dezembro, o mercado absorveu 137.830 toneladas métricas de Gás de Petróleo Liquefeito, correspondente a um crescimento de 13 por cento em relação ao período entre Julho e Setembro.
Dados indicam ainda que a Unidade de Gás e Energia Renováveis da Sonangol lidera a quota do mercado de gás butano com 78,1 por cento, seguida da Saigás (9,6 por cento), Progás (7,2 por cento), Gastém (4,1 por cento) e a Canhongo (2,0 por cento).
Luanda tem o maior consumo de GPL, com uma média de 61 por cento, seguido de Benguela (9,0 por cento), Huíla (6,0 por cento), Huambo (5 por cento), Cabinda (3 por cento), sendo que as cinco representam 84 por cento do total consumido.
Infra-estruturas
O IRDP registou um total de 1.199 postos de abastecimento (PA) em todo o território nacional, dos quais 915 em estado operacional, com previsão de o número ser alargado a partir dos próximos meses, a avaliar pelo empenho das operadoras em concluir um considerável número de activos em construção e reparação nas várias localidades pelo país adentro.
A Sonangol é detentora de 330 postos activos, equivalente a 36,1 por cento do total, a Pumangol conta com 83 unidades (9,1 por cento) e a Sonagalp tem 56 postos (6,1 por cento).