Investimento privado em 2024 atingiu 2,5 mil milhões de dólares


Luanda - O global de 112 projectos registados pela Agência de Promoção de Investimentos e Exportações de Angola (AIPEX), em 2024, permitiu um volume de investimento de cerca de 2,5 mil milhões de dólares do sector privado, anunciou, terça-feira, em Luanda, o administrador Executivo, Jerónimo Pongolola.
Segundo o JA Online, os dados da AIPEX relativos à captação de recursos mostram que a quantidade de investimento, em 2023, chegou a 3,1 mil milhões de dólares, sustentado por um total de 149 projectos observados.
No encontro designado "Investir em Angola com Confiança", que juntou operadores económicos de diferentes segmentos de negócios, o gestor indicou as áreas prioritárias nomeadamente construção, indústria, pesca, agricultura e turismo como as que mais beneficiaram da referida estratégia financeira.
Apesar dos resultados declarados, sublinhou, mais do que os efeitos alcançados, até agora, a grande questão consiste em assegurar que os investidores desenvolvam as suas actividades de forma tranquila com a implementação dos processos de maneira "agradável".
Em relação à protecção dos potenciais operados, disse que a instituição tem assegurado o "bem-estar" de todos quanto operam e dos que pretendem actuar em Angola, ao anunciar as múltiplas vantagens das zonas de interesse do país.
Jerónimo Pongolola esclareceu que o quadro legal de investimento privado a nível local é um dos mais atractivos da região da SADC, fruto dos benefícios fiscais como prazos alargados e taxas reduzidas oferecidos pelos promotores.
Informou que o quadro está estabelecido e as condições criadas, mas embora do lado do investidor, às vezes alguns apresentam insuficiência nos seus processos, e apesar deste aspecto deve ser desenvolvido um trabalho em comum com vista a eliminar a questão.
No âmbito das conquistas em conformidade com os investimentos aplicados, revelou, actualmente existem projectos estruturantes e de pequena dimensão que favorecem outros programas apoiados pelo Governo que no mesmo âmbito vão dando resultados a curto e longo prazo.
Na sua abordagem no encontro, o administrador Executivo citou os benefícios que o quadro legal tem para ajudar o sector privado nacional.
Por seu lado, a chefe de Departamento de Cadastro e Arrecadação da Administração Geral Tributária (AGT), Carla Almeida, explicou que a instituição a que pertence, no quadro das suas competências, também tem a capacidade de reconhecer benefícios fiscais e permitir que os operadores os aproveitem através do reconhecimento.
Quanto ao aspecto de certificação solicitada directamente pelos contribuintes, a AGT tem actuado no sentido de analisar os processos e dentro dos prazos adequados emitir as respostas para os contribuintes em conformidades tributárias, sem burocracia.
O país dispõe de um ambiente de negócio que gradualmente vai criando condições para que os investidores trabalhem, no entanto, o contexto actual oferece condições para o ambiente de negócios.