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Brasil apoia Angola na produção agrícola

Conferência Green Rio 2015 discute estratégias para a economia verde e o setor de alimentos orgânicos no Jardim Botânico (Fernando Frazão/Agência Brasil)
Conferência Green Rio 2015 discute estratégias para a economia verde e o setor de alimentos orgânicos no Jardim Botânico (Fernando Frazão/Agência Brasil) Imagens: Fernando Frazão/Agência Brasil

Redacção

Publicado às 13h16 06/05/2025 - Actualizado às 13h17 06/05/2025

Luanda – O ministro da Agricultura e Pecuária do Brasil, Carlos Fávaro, revelou, esta segunda-feira, em Luanda, que técnicos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agro- pecuária (Embrapa) vão se instalar em Angola para ajudar na transferência de tecnologia.

Carlos Fávaro, que falava num encontro com especialistas do sector agrícola dos dois países, adiantou que os técnicos da Embrapa deverão estar em Angola, ainda no decurso do primeiro semestre do ano em curso.

Manifestou o interesse do seu país em apoiar Angola na garantia da autonomia na produção agrícola, rumo a auto-suficiência alimentar, tendo recordado que o Brasil, há 50 anos, era um grande importador de alimentos.

Através da Empresa Brasileira de Pesquisa Agro-pecuária, sublinhou, o Brasil tornou o sector agrícola mais pujante e com excedentes para exportação.

O ministro brasileiro, que se encontra em Angola para uma visita até 10 do corrente mês, enfatizou que, o próximo passo será a materialização dos memorandos de entendimento formalizados recentemente.

Defendeu a necessidade de credenciamento de um ou dois bancos angolanos junto do Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES) do Brasil, para facilitar a exportação de meios agrícolas e em correspondência a existência de empresários agro-pecuários e fornecedores de insumos e equipamentos específicos no novo contexto que o sector agrícola angolano atravessa.

Por seu lado, o secretário de Estado angolano para Agricultura e Pecuária, Castro Camarada, reconheceu que Angola vive um momento de transformação e aposta firme na diversificação da sua economia, tendo a agricultura e a agro-indústria como pilares fundamentais do processo.

Sublinhou que a produção interna angolana cobre cerca de 35 por cento das necessidades alimentares do país, e o restante é garantido pela importação, que consome cerca de três mil milhões de dólares por ano.

Deu a conhecer que o país não está em condições de continuar a manter tal nível de importação, pelo que foram lançados os programas de Fomento de Produção de Grão (Planagrão), da Produção Pecuária (Planapecuária) e outras acções visando o fomento da produção de café, caju, cacau, palmar e frutas tropicais.

Castro Camarada enfatizou que as acções visam acelerar a produção de milho, arroz, trigo, soja, café, frutas, cana-de-açúcar, carne de aves, de suíno, bovino e caprino, pelo que o alcance de tais metas implica investimentos, em toda a cadeia de valor dos produtos, como unidades de conservação e processamento agro-industrial, matadouros, fábricas de agro-químicos, equipamentos de rega e outros factores de produção.

No encontro, participaram representantes do Ministério do Comércio e Indústria, do Instituto Geográfico e Cadastral de Angola (IGCA), do Fundo de Garantias de Crédito (FGC) e da Agência de Investimento Privado e Promoção das Exportações de Angola (AIPEX).

Integrada por 30 empresários, a missão brasileira de agro-negócio, chefiada pelo ministro da Agricultura e Pecuária, tem deslocações previstas às províncias de Malanje e Cuanza Norte.

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