PRODUçãO ALIMENTAR
Executivo tem reforçado políticas e instrumentos de apoio ao investimento

17/07/2025 09h52
Luanda - O ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, destacou, esta quarta-feira, no Cuíto (província do Bié), que o Executivo angolano tem reforçado as políticas e instrumentos de apoio ao investimento produtivo e ao empreendedorismo e destacou o apoio às familias, cooperativas e pequenas empresas de matriz familiar.
José de Lima Massano, que discursava na abertura da primeira edição do Fórum de Negócios do Bié (Expo Bié 2025) salientou que aquela província distingue-se pelo seu potencial agrícola, pela energia dos seus jovens e pela sua localização estratégica, no coração de Angola, demonstrando que a economia real pulsa, transforma e promove o desenvolvimento harmonioso do país.
Sublinhou que o Executivo angolano tem reforçado as políticas e instrumentos de apoio ao investimento produtivo e ao empreendedorismo, tendo destacado o apoio às familias, cooperativas e pequenas empresas de matriz familiar.
As caixas comunitárias, escolas de campo, a recuperacão ou alargamento de canais de irrigação, bem como a mecanização agrícola ligeira, são algumas das iniciativas que estão a transformar muitas das regiões produtivas em Angola, enfatizou o ministro de Estado.
Relativamente as empresas de pequeno e médio porte, destacou o apoio que vem sendo disponibilizado pelo Fundo de Garantia de Crédito (FGC), para permitir o acesso ao crédito em condições mais favoráveis, com a cobertura do risco de crédito de quem possui bons projectos.
Revelou que o fundo, com apoio do Banco Mundial, foi recentemente reforçado com mais 40 mil milhões de kwanzas para cobrir projectos ligados às cadeias logísticas e de produção que se estruturam ao longo do Corredor do Lobito, sublinhando que o Bié assume uma posição central.
Destacou ainda o Fundo de Apoio ao Desenvolvimento Agrário (FADA), que acaba de abrir a sua primeira delegação regional na província do Huambo, visando, de forma mais próxima, fazer chegar as suas soluções financeiras às províncias do Centro e Sul de Angola.
Enfatizou também o lançamento na região do ´Transforma Aqui`, uma nova linha de crédito operacionalizada pelo FADA, para permitir que a produção agrícola e pecuária possa ser transformada onde a mesma acontece, através de pequenas indústrias junto das zonas de produção, para que os produtos possam ser processados, conservados e embalados localmente, criando mais valor, oportunidades e emprego para as comunidades.
Deu a conhecer que o Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas (INAPEM) vai iniciar, na nova campanha agrícola, o Programa de Capacitação das Cooperativas e Pequenos produtores, com o apoio do Fundo Nacional de Emprego de Angola (FUNEA).
José de Lima Massano referiu-se também ao investimento nas tecnologias de comunicação em zonas rurais, para que o acesso à informação seja mais facilitado, permitindo alcançar um número maior de cidadãos com novas técnicas e práticas agro-pecuárias, processo que no Bié iniciou no município de Catabola.
Reconheceu que a produção de alimentos no país tem vindo a crescer, mas as necessidades e oportunidades ainda são muitas, exemplificando que no arroz, em que o Bié é das principais referências nacionais, apenas no primeiro trimestre deste ano, o país importou 151 mil toneladas, consumindo perto de 25 milhões de dólares por mês.
Por seu lado, a governadora do Bié, Celeste Adolfo, disse que o evento visa promover a produção local, atrair investimentos e impulsionar a economia da província, tendo dado a conhecer que a Expo-Bié ocupa 26 mil e 700 metros quadrados, e conta com 435 expositores e gerou mais de mil empregos temporários.
O certame, a decorrer até sábado, sob o lema “50 anos de Independência, Produzir, Transformar e Desenvolver Angola”, vai distinguir 17 categorias com prémios de reconhecimento.