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Angola e Namíbia projectam operacionalizar a barragem de Baynes

Angola e Namíbia acertam detalhes para construção da barragem de Baynes
Angola e Namíbia acertam detalhes para construção da barragem de Baynes Imagens: DR

Redacção

Publicado às 09h41 11/08/2025

Luanda – Angola e a Namíbia vão assinar um acordo de financiamento conjunto, na área exclusiva do projecto para o aproveitamento hidro-eléctrico de Baynes, localizado no rio Cunene, anunciou, em Luanda, o ministro angolano da Energia e Águas, João Baptista Borges.

João Baptista Borges falava à imprensa, no final de uma audiência concedida ao ministro das Indústrias, Minas e Energia da Namíbia, Natangue Ithete, adiantando que a medida visa dar um sinal concreto na activação do projecto.

Segundo João Baptista Borges, a reunião serviu para se dar os primeiros passos e estabelecer as fases iniciais para a construção de uma estrada e da central auxiliar do futuro aproveitamento hidroeléctrico.

Sublinhou que o documento a ser rubricado brevemente vai permitir dar passos práticos, em termos de financiamento do projecto, recorrendo às mesmas fontes de financiamento que a Namíbia conseguiu para o investimento global para o empreendimento binacional.

Adiantou que os ministérios das Finanças dos dois países vão assinar, brevemente, um acordo que define as condições de acesso ao financiamento, definindo 50 por cento para cada parte.

Por sua vez, o ministro namibiano Natangue Ithete referiu que a barragem de Baynes terá uma capacidade de produzir energia eléctrica para os dois países e outros da região da SADC.

Os estudos preliminares indicam que o projecto de Baynes inclui uma barragem de betão compactada, com uma altura de 200 metros, mil e 25 metros de comprimento, 40 quilómetros de comprimento da albufeira e área inundada de 58,15 quilómetros quadrados, num nível de pleno armazenamento.

A central de geração da barragem principal terá uma potência de 860 megawatts, com quatro unidades de 215 megawatts, garantindo a integração da Baynes às redes nacionais de energia dos respectivos países, através da rede de integração regional Angola/Namíbia.

Os governantes dos dois países analisaram também a possibilidade da Namíbia importar energia eléctrica de Angola.

De acordo com o ministro João Baptista Borges, essa intenção deverá ser materializada com a participação do sector privado, que tem o papel de criar infra-estruturas para a respectiva interligação, a partir da cidade do Lubango (província da Huíla), até a fronteira.

Durante o encontro, os dois interlocutores avaliaram, igualmente, a cooperação no domínio da água, domínio em que Angola tem desenvolvido projectos de interesse comum e regional, com realce para o Canal do Cafu e a construção das barragens do Ndué e Calucuvo, na província do Cunene, fronteiriça à Namíbia.

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