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Empresa portuguesa responsável pela construção da marginal da Corimba

Ministro de Estado para Coordenação Económica, José de Lima Massano, lança a pedra das obras da marginal da Corimba
Ministro de Estado para Coordenação Económica, José de Lima Massano, lança a pedra das obras da marginal da Corimba Imagens: Edições Novembro

Redacção

Publicado às 07h22 24/08/2025

Luanda - O Executivo angolano consignou à empresa portuguesa Mota-Engil a construção da primeira fase da marginal da Corimba, em Luanda, orçada em 245,2 milhões de euros, com financiamento da linha de crédito de Portugal.

O acto de consignação da obra foi dirigido, esta sexta-feira, pelo ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano.

Na ocasião, o ministro das Obras Públicas, Urbanismo e Habitação, Carlos Alberto dos Santos, disse que a rede viária da cidade de Luanda é alimentada por vias estruturantes principais, que ligam ao centro da capital, destacando que o crescimento populacional tem criado diversos desafios à mobilidade urbana.

Carlos Santos sublinhou que já foram feitas outras tentativas para se realizar a obra da marginal da Corimba, no município da Samba, mas sem sucesso “por questões de financiamento não compatíveis”.

De acordo com o ministro, em 2016, o Executivo assinou um contrato com a China Railway CR20, para construir uma via rápida e infra-estruturas de apoio, que ligariam a praia do Bispo à Corimba, mas dificuldades no seu enquadramento à linha de crédito da China obstaculizaram a sua execução física.

Em 2021, ficou concluído o viaduto da Corimba e o contrato suspenso e não executado até à data, sublinhou, adiantando que um estudo feito apontou que a deslocação do município de Talatona ao centro da cidade de Luanda, numa distância de cerca de 20 quilómetros, pode levar entre uma a duas horas, em períodos de ponta.

Tal facto, disse, “traduz-se em perda de produtividade económica e aumento de tempo e custo de transporte", para além de um conjunto de dificuldades que se cria, assim como alguns problemas visíveis com a macro-drenagem.

A primeira fase da obra das infra-estruturas da marginal da Corimba, que contempla três, será concluída em 20 meses, envolvendo trabalhos marítimos, construção de viadutos, da via, de nós rodoviários e de habitações para o realojamento das famílias que moram nas áreas de intervenção.

“Esta fase é responsável por prover condições para que depois de 20 meses haja uma redução visível do tempo e dos custos de viagem, com a melhoria da mobilidade urbana e do tráfego”, enfatizou Carlos Alberto dos Santos.

Em declarações à imprensa, o ministro de Estado para Coordenação Económica, José de Lima Massano, referiu que a empreitada conta, além dos recursos da linha de Portugal, com uma componente da banca local.

“O pagamento inicial para o acesso à própria linha foi feito com recurso à banca local e, por isso, para a empreitada temos os recursos garantidos, daí a tal nota que fazemos aos empreiteiros, para assegurar que, dentro dos prazos estabelecidos, os benefícios que prevemos para os cidadãos possam de facto ser entregues”, sublinhou.

José de Lima Massano destacou que se trata de uma obra estruturante e impactante, que vai mexer em várias dimensões, enfatizando a construção de cerca de duas mil habitações para famílias que vivem em condições não muito dignas, particularmente em zonas de risco.

“O projecto, do ponto de vista ambiental, também é transformador e aí estamos a cumprir os próprios objectivos do desenvolvimento sustentável, trazendo condições para a cidade, para este pedaço da cidade, em linha com o que estamos a prever para o nosso Plano de Desenvolvimento Nacional, no que se refere também à protecção ambiental”, disse José de Lima Massano.

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