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Mercado de seguros em Angola regista crescimento de 26 por cento em 2024

Agência Angolana de Regulação e Supervisão de Seguros (ARSEG)
Agência Angolana de Regulação e Supervisão de Seguros (ARSEG) Imagens: DR

Redacção

Publicado às 11h39 02/10/2025

Luanda - A Agência Angolana de Regulação e Supervisão de Seguros (ARSEG), em termos de prémios brutos emitidos, arrecadou cerca de 478 mil milhões de kwanzas, em 2024, um crescimento de 26 por cento face a 2023, em que somou 379,7 mil milhões de kwanzas, informou, em Luanda, o director do Gabinete de Estudos e Planeamento Estratégico da instituição, César Marcelino.

Ao fazer a apresentação das estatísticas de 2024, na conferência “50 Anos de Seguros em Angola – Retratos, Impactos e Desafios”, César Marcelino adiantou que o ramo não-vida liderou o crescimento com 35 por cento, com destaque para acidentes e doença (39,5 por cento) e petroquímico (35 por cento).

No entanto, revelou, citado pela agência Lusa, que o ramo vida registou uma quebra de 36 por cento, reflectindo a redução de seguros ligados a créditos particulares.

O crescimento, sublinhou, foi significativo, superando a taxa de inflação registada no mesmo período, o que sugere um aumento real da produção de seguros em Angola.

De acordo com o responsável, os custos com sinistros caíram 12,4 por cento, situando-se em 141,9 mil milhões de kwanzas, e a taxa de sinistralidade global baixou para 30 por cento, face aos 43 por cento, em 2023.

O resultado líquido do exercício, indicou, atingiu 35,7 mil milhões de kwanzas, reflectindo assim uma melhoria significativa na rentabilidade.

Entretanto, a margem de solvência do sector situou-se em 199 por cento, acima do mínimo regulamentar de 100 por cento, indicando robustez financeira.

César Marcelino disse que a maioria das seguradoras apresentou margens superiores a 250 por cento, embora três entidades tivessem ficado abaixo do limiar exigido.

O mercado total apresenta concentração moderada, com os cinco maiores players a deterem 68,7 por cento da produção no ramo não-vida, enquanto no ramo Vida a concentração é mais acentuada, com duas seguradoras a dominarem 67 por cento do segmento.

“O valor total dos fundos atingiu mil 113 milhões de kwanzas, um crescimento de 3,8 por cento face a 2023, os fundos fechados representam 96 por cento do total de activos, sob gestão 41 fundos de pensões (31 fechados e 10 abertos), geridos por nove entidades gestoras”, disse.

O director do Gabinete de Estudos e Planeamento Estratégico da ARSEG informou também que a taxa de rentabilidade média dos fundos foi de 9,55 por cento, em 2024.

A carteira de investimentos mantém-se conservadora, com 48 por cento, em Obrigações do Tesouro, e 38 por cento, em depósitos a prazo, deu a conhecer.

Os rendimentos financeiros, acrescentou, somaram 104 mil milhões de kwanzas, liderados por obrigações (71 por cento do total).

Sobre os benefícios pagos, ressaltou que as pensões pagas totalizaram 118 mil milhões de kwanzas, mais 17 por cento, em 2023, com as pensões de velhice a representarem 86 por cento do total.

Por outro lado, salientou que a mediação de seguros teve um aumento, através do número de mediadores singulares, que cresceu 34 por cento, para dois mil 158 profissionais, enquanto as empresas colectivas de mediação totalizam 117 entidades, pós a produção de seguros, através da mediação, foi de 9,7 mil milhões de kwanzas, representando 2,3 por cento do total do mercado.

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