Sistema Internacional do Processo Kimberley analisado no Dubai
Luanda - O Sistema Internacional do Processo Kimberley (PK) de 2025 está a ser analisado numa plenária que decorre desde segunda-feira, no Dubai, Emirados Árabes Unidos.
Segundo uma nota, enviada ao JA Online, encontro, sob a presidência dos Emirados Árabes Unidos, abriu um capítulo decisivo para o futuro da indústria global de diamantes reunindo os decisores do sector pela primeira vez, desde 2002.
O programa “Ano de Melhores Práticas” ganhou um peso especial com os Estados participantes, a indústria e a sociedade civil a convergirem para um reformar o mecanismo do PK e avançar para uma nova definição de diamantes de conflito que responda aos desafios contemporâneos".
Angola enquanto país com forte peso na indústria diamantífera em África também está presente no certame.
Na sessão de abertura, o presidente do PK, Ahmed Bin Sulayem, destacou o “momento crucial” que o sector atravessa e apelou a uma acção decidida.
“O mundo não pode perder a oportunidade de modernizar a definição de diamantes de conflito, reforçar o secretariado e assegurar um modelo de financiamento sólido", acrescentou.
Considerou, igualmente, que o Processo Kimberley é o mecanismo internacional mais fiável na proteção do comércio legítimo de diamantes.
Por sua vez, a presidente do World Diamond Council, Feriel Zerouki, reiterou que as decisões tomadas em 2025 terão impactos directos nas comunidades e economias que dependem deste recurso, sublinhando que o Processo Kimberley existe para proteger pessoas e fortalecer oportunidades, não para consolidar poderes.
O Sistema de Certificação internacional do Processo Kimberley é o órgão de certificação da origem dos diamantes, concebido para evitar a compra e venda de diamantes provenientes de áreas de conflitos.
Angola participa na plenária com uma delegação chefiada pelo coordenador Nacional do Processo Kimberley, Estanislau Buio, e integram a comitiva o administrador da Endiama, Domingos Margarida, quadros séniores da Comissão Nacional do Processo Kimberley, da Endiama e do Corpo Especial de Segurança Para Minerais Estratégicos (CESME).