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Ministro de Estado reafirma que África continua com défice em infra-estruturas

Ministro de Estado para Coordenação Económica, José de Lima Massano, na abertura do Fórum Empresarial União Africana-União Europeia
Ministro de Estado para Coordenação Económica, José de Lima Massano, na abertura do Fórum Empresarial União Africana-União Europeia Imagens: Edições Novembro

Redacção

Publicado às 11h25 24/11/2025 - Actualizado às 12h49 24/11/2025

Luanda – O ministro de Estado para Coordenação Económica, José de Lima Massano, disse, esta segunda-feira, em Luanda, que o continente africano continua a enfrentar um défice significativo em infra-estruturas, que trava o crescimento económico e impede a redução das desigualdades regionais e o comércio intra-africano.

Ao discursar na abertura do Fórum Empresarial, que se realiza à margem da sétima Cimeira União Africana–União Europeia, José de Lima Massano saudou iniciativas como a Global Gateway, por assumirem compromissos firmes com a mobilização de recursos para o investimento em infra-estruturas.

Defendeu que tais iniciativas criam oportunidades, congregam investidores, ampliam mercados e consolidam a integração económica de modo amplo e diversificado.

Deu o exemplo do Corredor do Lobito, um eixo logístico regional, que conecta a Zâmbia, República Democrática do Congo e Angola, com potencial para movimentar mais de 20 milhões de toneladas de carga por ano e transformar a dinâmica comercial entre o Atlântico e o interior do continente.

Sublinhou que o fórum de Luanda ocorre na sequência da definição da “Visão Conjunta 2030”, que resume o compromisso de construção de uma parceria estratégica, assente na solidariedade, segurança, paz, desenvolvimento económico sustentável e prosperidade para a presente e futuras gerações dos dois continentes.

Salientou a necessidade de se continuar o diálogo entre os dois continentes, visando ligar capital, ideias e ambição para implementar projectos nos sectores da energia, infra-estruturas, saúde e educação e corredores digitais, entre outros, considerados vitais para o bem-estar das populações.

Enfatizou a importância do engajamento directo da comunidade empresarial e financeira europeia e africana, em parcerias mutuamente vantajosas, para responder as necessidades do continente africano, com um mercado global de cerca de 1,3 mil milhões de habitantes.

Reafirmou o interesse de Angola na cooperação internacional, investimento conjunto e diálogo construtivo, para construir um futuro melhor para os seus cidadãos e acrescentar valor como um actor regional e global.

Na abertura do fórum, discursaram igualmente Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, Mahmoud Ali Youssouf, presidente da Comissão da União Africana, entre outros.

A agenda de trabalhos contempla encontros entre empresários e governos, uma plenária de alto nível sobre acesso ao financiamento, uma amostra sobre “Investir em jovens empresas em África”, assim como painéis temáticos subordinados aos temas energia renovável e transição ecológica.

Estão agendados ainda painéis temáticos sobre saúde e produtos farmacêuticos, iniciativa africana de fabrico de vacinas e ligações digitais, assim como será adoptada uma Declaração Empresarial e um Apelo à Acção.

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