Angola participa nos debates sobre o futuro do transporte marítimo no mundo
Luanda – O secretário de Estado para Aviação Civil, Marítima e Portuária, Rui Carreira, participa, desde segunda-feira última, em Londres (Inglaterra), na trigésima quarta Assembleia Geral da Organização Marítima Internacional (OMI) para sublinhar o compromisso do país com as questões marítimas internacionais.
Ao discursar numa das sessões, Rui Carreira disse que Angola procura aprofundar a sua cooperação com a organização, no que toca ao reforço da administração marítima e adaptação da sua legislação aos instrumentos da OMI, assim como promover a modernização digital, através de ferramentas como a Janela Única Marítima.
Deu a conhecer estar nos planos das autoridades angolanas reforçar a segurança marítima, através da melhoria dos auxílios à navegação, maior coordenação entre as instituições nacionais e no Golfo da Guiné e da capacidade de busca e salvamento, assim como a monitorização das embarcações.
Adiantou que se pretende aumentar a capacidade de prevenir e responder à poluição e proteger o ambiente marinho angolano, desenvolver competências técnicas necessárias para enfrentar os desafios emergentes, incluindo as embarcações autónomas, transição energética e descarbonização do transporte marítimo global.
Reafirmou o compromisso de Angola com a OMI e com a implementação efectiva das suas convenções, revelando que o seu governo está a promover reformas importantes para reforçar o sector marítimo e portuário, de modo a que possa apoiar melhor a navegação, comércio eficiente e protecção ambiental.
À margem das sessões, Rui Carreira manteve encontros bilaterais com delegações do Reino Unido, Arábia Saudita, Nigéria, Qatar, Singapura, Itália, Moçambique, Espanha, Egipto e África do Sul.
Uma nota de imprensa indica que a Assembleia Geral, a decorrer até ao dia 03 de Dezembro próximo, está a abordar o futuro do transporte marítimo no mundo com a a aprovação do orçamento da organização para o próximo biénio, visando financiar programas e iniciativas globais da OMI, e a eleição do novo conselho, órgão executivo que dirige a instituição.
Estão igualmente na agenda a egurança marítima reforçada, ligada a vida no mar, protecção contra ataques de pirataria e cibersegurança na navegação, assim como os desafios ambientais, devido ao impacto ambiental do transporte marítimo.
Segundo se soube, Angola, com uma costa atlântica extensa e uma economia onde o sector portuário e marítimo é crucial para as exportações, tem um interesse directo nas regras que moldam o comércio global, por via marítima.
Nestes termos, adiantou a fonte ligada a delegação angolana, a participação na assembleia demonstra a vontade de Angola em acompanhar e influenciar as regulamentações internacionais, assim como partilhar a sua experiência, alinhar a sua legislação marítima com os mais altos padrões internacionais e garantir que a transição verde do sector seja justa e equitativa para os países em desenvolvimento.
Para além de técnicos especializados do Ministério dos Transportes, integrou a delegação angolana na abertura da assembleia o embaixador José Patrício, representante permanente de Angola junto da OMI.