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TAAG almeja maior abertura do mercado continental
10/11/2025 11h59
Luanda - O presidente do Conselho de Administração da TAAG, Clovis Rosa, disse, recentemente, em Luanda, que a materialização do Mercado Único de Transportes Aéreos constituirá um dos maiores impulsionadores para que a companhia aérea nacional comece a ter os retornos dos investimentos em aeronaves, equipamentos e infra-estruturas aeroportuárias.
Clovis Rosa prestou essas declarações ao Jornal de Angola no fim da Conferência Internacional de Financiamento para Infra-estruturas de Desenvolvimento, realizada na capital angolana, ao defender que "a adopção de céu aberto deverá trazer colossos mundiais aos aeroportos e impulsionar a melhoria das infra-estruturas.
As companhias aéreas, aconselhou o gestor, devem procurar consolidar-se no mercado, com base em estratégias que passem por acordos de cooperação com outras companhias em África, por intermédio de parcerias, fusões, acordos de co-share para poderem concorrer com os gigantes.
"Vão chegar as infra-estruturas que já temos e outras que precisamos de criar. Hoje, temos mais conectividade, no entanto, precisamos ainda de melhorar, como bem sabemos. Falou-se muito de 'trusts' esta manhã, aqui, na cimeira, algo que em África temos de criar, pois, para desenvolver e criarmos infra-estruturas, necessitamos de financiamento, algo que todos sabemos o quanto custa chegar", afirmou.
Clovis Rosa defendeu a necessidade de transmitir confiança dos projectos para que o mundo saiba o quanto nós necessitamos e queremos crescer, tendo sublinhado que as estratégias de desenvolvimento e transformação passam por esses acordos, mas, também, por uma melhoria contínua em termos de renovação da frota, melhoramento de infra-estruturas, digitalização, formação do nosso capital humano, que nos permita crescer.
"É um trabalho contínuo que todas as companhias africanas já estão a levar a cabo. Em Angola, a TAAG tem, também, o seu Plano de Transformação, com a sorte de ter uma grande infra-estrutura que é o Aeroporto Dr. António Agostinho Neto, é um trabalho que está a ser feito, pois queremos crescer, ocupar o nosso espaço, razão pela qual temos vindo a abrir rotas e a ligar Angola ao mundo", sublinhou.