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Portugal assinou 23 instrumentos de cooperação com Angola e reforçou crédito em 62%

Luís Montenegro termina visita a AngolaImagem: CIPRA

26/11/2025 14h19

Luanda - O Primeiro-Ministro de Portugal, Luís Montenegro, disse, em Luanda, que, em pouco mais de um ano, foram assinados 23 instrumentos de cooperação entre o seu país e Angola e reforçada a linha de crédito em 62 por cento.

Luís Montenegro, que esteve em Angola a participar na sétima Cimeira União Africana-União Europeia, que se realizou nos últimos dois dias, assegurou que a cooperação entre os dois países "é cada vez mais intensa".

Destacou que, desde julho de 2024, além dos 23 instrumentos de cooperação assinados, foi reforçada a linha de crédito em 62 por cento, passando para três mil 250 milhões de euros.

Durante uma visita às obras da marginal da Corimba, em Luanda, sublinhou que esta é a quarta reunião bilateral com o Governo angolano neste período, o que considera ser sinal de uma relação “cada vez mais intensa e cada vez mais produtiva”.

Sublinhou que a linha de crédito inicial de dois mil milhões de euros sofreu um acréscimo de mil 250 milhões de euros, “o que tem permitido a muitas empresas portuguesas trabalharem directamente em Angola, com a administração angolana e ao serviço da comunidade”.

Sublinhou que as empresas portuguesas “têm sido determinantes em várias infra-estruturas essenciais ao desenvolvimento do país”, actuando de forma cada vez mais diversificada, não só em obras públicas, mas também nos sectores do turismo, agricultura, saúde e educação, indica um despacho da agência Lusa.

Luís Montenegro manifestou ainda o desejo de maior celeridade na criação e reforço dos mecanismos de formação profissional, permitindo qualificar quadros tanto em Angola como em Portugal, contribuindo para o desenvolvimento dos dois países.

O primeiro-ministro referiu que existem 250 empresas portuguesas a trabalhar, de forma permanente, em Angola e destacou a importância da relação económica, que abrange outros sectores e se traduz em oportunidades de emprego e melhorias para a população.

O chefe do Executivo português sublinhou que, além da participação na cimeira, quis ir ao terreno avaliar o impacto da cooperação, tendo visitado uma escola construída, em 1972, que está a ser reabilitada por uma empresa portuguesa para acolher cerca de seis 6 mil alunos e a nova marginal de Luanda.

Apontou a formação como eixo fundamental da cooperação, beneficiando ambos os países, não só os angolanos que procuram Portugal mais bem preparados, mas também Angola com um quantitativo de recursos humanos preparados para serem integrados nas empresas que actuam no país.

Referindo que empresários têm insistido na necessidade de quadros mais qualificados, Luís Montenegro mostrou disponibilidade para criar academias de formação que constituem “um eixo essencial de competitividade”.

Deixou ainda palavras de optimismo, entusiasmo e sentido de desafio, concluindo que “há muito para fazer, ainda não fizemos tudo o que queremos fazer, e podem contar com o Governo de Portugal”.

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, visitou o Liceu 1145 "Ngola Kiluanje", em realbilitação por uma empresa portuguesa, e a nova marginal de Luanda.

Durante a sua estada em Angola, o primeiro-ministro português foi recebido, segunda-feira, pelo Presidente angolano, João Lourenço.

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