Exportação de granito negro rende mais de 28 milhões de dólares
Luanda – A exportação de 361 mil 115 unidades de granito negro permitiu arrecadar 28 milhões 562 mil 806 dólares, no exercício económico de 2025, revelou o governador provincial do Namibe, Archer Mangueira.
Em declarações à imprensa, Archer Mangueira apontou, entre outros produtos mais exportados ao longo do ano, o mármore branco, blocos de granito bruto, peixe congelado e caranguejo.
Referiu ainda que, de Janeiro a Novembro do ano em curso, foram exportados 81 mil 315 quilogramas de pescado diverso, que permitiu arrecadar divisas avaliadas em 395 mil 528 euros.
Segundo Archer Mangueira, em termos comparativos com 2024, registou-se um decréscimo de 92 por cento, pelo facto de ter sido apenas uma empresa a exportar, contrariamente as três no ano transacto.
Entre as empresas exportadoras, designadamente Sicopal, Atami e Edipesca, apenas a primeira (Sicopal) está certificada, na província do Namibe, para exportar para a Zona Euro, reforçando a credibilidade e o alcance internacional dos produtos angolanos.
Archer Mangueira fez saber que a província regista avanços importantes na actividade salineira, dando nota que está prevista a construção de uma nova salina, no município do Tômbwa, numa iniciativa privada.
Neste domínio, recordou que, de Janeiro a Outubro do ano em curso, as quatro salineiras produziram cinco mil e 84 toneladas de sal, quando, em igual período do ano passado, registou-se uma produção de nove mil 837 toneladas, representando um decréscimo de 48 por cento.
Destacou que, em 2025, a província do Namibe registou melhorias nas infra-estruturas do sector pesqueiro, com o licenciamento de novas empresas, elevando 44 para 54 o número de empresas, que garantem emprego directo a três mil 937 trabalhadores.
Apontou, igualmente, a pesca artesanal como outra prioridade das autoridades locais, salientando que este segmento desempenha um papel importante para a economia local, com envolvimento de mais de mil 507 embarcações.
Sublinhou que, em 2025, registou-se a captura de 110 mil 575 toneladas de pescado, com destaque para carapau, sardinha, cavala, cachucho, choupa, tico-tico, caranguejo, corvina, entre outras espécies.
Deu a conhecer que, comparativamente ao período homólogo, houve um decréscimo de 15 por cento, tendo, em 2024, sido capturadas 130 mil 352 toneladas de pescado.
Disse que a cifra da pesca artesanal foi de 85 mil e 47 toneladas, semi-industrial oito mil e 21 e industrial 17 mil 507 toneladas.