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Presidente da República constata andamento das obras da refinaria do Lobito

Construção da futura refinaria do Lobito, na província de Benguela
Construção da futura refinaria do Lobito, na província de Benguela Imagens: Edições Novembro

Redacção

Publicado às 09h33 13/01/2026 - Actualizado às 12h58 13/01/2026

Luanda - O Presidente da República avalia, esta terça-feira, o andamento das obras da futura refinaria do Lobito (província de Benguela), que terá capacidade de processar 200 mil barris de petróleo bruto por dia.

Durante a visita, João Lourenço percorreu diversas áreas do empreendimento, e recebeu informações técnicas sobre o grau de execução do projecto, os prazos previstos para a sua conclusão e os desafios enfrentados na sua implementação.

A visita incluiu a zona onde estão a ser instalados os tanques de produtos intermédios, de misturas e de petróleo bruto, onde constatou o progresso na execução física.

Em declarações à imprensa, esta segunda-feira, em Benguela, o ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, assegurou que o Presidente da República vai constatar um nível de execução de aproximadamente 20 por cento das obras da refinaria do Lobito.

Diamantino Azevedo garantiu que o cronograma dos trabalhos está a ser cumprido, e esclareceu que a futura refinaria integra várias componentes, entre as quais o sistema de captação de água, localizado a cerca de 20 quilómetros, que se encontra praticamente concluído, faltando apenas a instalação da tubulação para o transporte do produto.

Adiantou que a componente marítima também está a um nível bastante avançado, bem como a unidade refinadora.

Para o cumprimento do cronograma destacou aspectos fundamentais como a execução financeira, revelando que grande parte dos equipamentos de longo prazo já foi encomendado, adquirido e encontra-se em produção, o que dá garantias de cumprimento dos prazos estabelecidos.

De acordo com o cronograma, deu a conhecer está previsto, para Julho de 2027, concluir a componente mecânica da refinaria do Lobito, e, em Dezembro do mesmo ano, iniciar o processamento dos primeiros derivados.

Segundo o ministro, a meta é a produção de todos os produtos estar em curso, em 2029.

Recordou que, até à presente data, a Sonangol detém 100 por cento do capital da refinaria do Lobito, mas garantiu que o projecto está aberto à entrada de parceiros, sublinhando que têm estado a negociar, mas sem qualquer pressão. "Até ao momento, a Sonangol continua a ser a única proprietária do projecto”, enfatizou.

Diamantino Azevedo revelou que já foram iniciados estudos para avaliar a possibilidade de, numa fase posterior, ser integrada a refinaria uma componente petroquímica.

As obras da refinaria apresentam níveis avançados, sendo possível constatar progressos na instalação dos tanques de armazenamento e outros equipamentos importantes para o seu funcionamento.

Localizada na cidade do Lobito, província de Benguela, a refinaria é considerada um projecto estratégico, visando posicionar Angola como um hub energético e promover o desenvolvimento sustentável e a diversificação da economia nacional.

O projecto foi concebido para reduzir a dependência das importações de combustíveis e aumentar o valor agregado do processamento local do petróleo bruto angolano.

A construção da futura refinaria permitiu gerar cerca de dois mil e 700 empregos e o envio de aproximadamente 600 operários à China, dedi­ca­dos à pro­du­ção de equi­pa­men­tos, sobre­tudo aque­les que exi­gem mais tempo de fabrico.

Ministro assegura 20 por cento de execução
O ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, assegurou, ontem, em Benguela, que o Presidente da República, João Lourenço, vai constatar um nível de execução de aproximadamente 20 por cento das obras de construção da Refinaria do Lobito.

Em declarações à imprensa, Diamantino Azevedo garantiu que o cronograma dos trabalhos está a ser cumprido e que o ponto de situação do projecto será hoje apresentado ao Titular do Poder Executivo.

O governante esclareceu que a Refinaria do Lobito integra várias componentes, entre as quais o sistema de captação de água, localizado a cerca de 20 quilómetros, que se encontra praticamente concluído, faltando apenas a instalação da tubulação para o transporte da água, a componente marítima também já está a um nível bastante avançado, bem como da unidade refinadora propriamente dita.

Para o cumprimento do cronograma destacou aspectos fundamentais como a execução financeira. “Grande parte dos equipamentos de longo prazo já foi encomendada, adquirida e encontra-se em produção. Isto nos dá garantias de que os prazos estabelecidos serão cumpridos”, assegurou.

O cronograma prevê que, em Julho de 2027, seja alcançada a conclusão mecânica da Refinaria do Lobito. Em Dezembro do mesmo ano, espera-se iniciar o processamento dos primeiros derivados, ainda que não na totalidade, acrescentou o ministro.

A meta é que, até ao final de 2029, todos os produtos estejam em plena produção.

O ministro informou ainda que, até à presente data, a Sonangol detém 100 por cento do capital da Refinaria do Lobito, mas garantiu que o projecto está aberto à entrada de parceiros.“Temos estado a negociar, mas não estamos sob qualquer pressão. Temos recebido propostas e mantido conversações. No entanto, até ao momento, a Sonangol continua a ser a única proprietária do projecto”, afirmou.

 

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