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BNA quer redução das taxas de juro do mercado interbancário

BNA quer redução das taxas de juro do mercado interbancário
BNA quer redução das taxas de juro do mercado interbancário Imagens: DR

Redacção

Publicado às 10h49 17/01/2026 - Actualizado às 10h51 17/01/2026

Luanda - O Banco Nacional de Angola (BNA) espera que a redução das suas taxas de juro se reflicta também na baixa dos juros dos bancos comerciais e nas transacções com os seus clientes, afirmou, sexta-feira, em Luanda, o governador da instituição, Manuel Tiago Dias.

A perspectiva do BNA visa, essencialmente, reforçar a interacção entre a banca e os clientes, com realce para a redução dos juros e das comissões associadas ao crédito e ao "spread" (margem de lucro do crédito), facto que estimula a bancarização e potencia a capacidade dos bancos comerciais em financiar os sectores produtivos (indústria, agricultura e comércio).

Em Angola, a média das taxas de juros da banca comercial varia muito do tipo de produto.

Por exemplo, a taxa de empréstimo bancário média histórica foi de cerca de 18,02% (até 2025), enquanto as taxas efectivas dos bancos (como 7,18% ao mês) dependem do risco do cliente e do tipo de crédito, com taxas mais baixas para produtos com garantia e mais altas para crédito pessoal.

Segundo Manuel Tiago Dias, a redução das taxas da banca comercial servem também para sinalizar o novo rumo da actividade económica do país, que vem registando uma trajectória positiva.

Ao intervir na sessão de balanço e perspectivas da Política Monetária e Cambial aos agentes económicos, representantes do sistema financeiro e da academia, o governador fez alusão ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) na ordem dos 2,6%, em 2025.

Para este ano (2026), disse, o BNA prevê o crescimento da actividade económica angolana para 3,5%.

Recordou que o crescimento de 4,3% do sector não petrolífero, impactando positivamente na redução da taxa de desemprego, para além da desaceleração da inflação, que passou de 27,5% para 15,7%, no ano transacto.

Entre os factores que determinaram a queda da inflação, lembrou, consta o aumento da oferta de bens, essencialmente produzidos em Angola, com contribuição positiva da agricultura e da indústria transformadora.

Realçou também a estabilidade cambial observada no ano findo, tendo as vendas de divisas se situado em 12 mil milhões de dólares norte-americanos.

Ainda sobre os indicadores atingidos em 2025, o governador do banco central destacou o controlo da liquidez em circulação na economia, pressuposto fundamental para o alcance de taxas de inflação baixas.

Nesta perspectiva, lembrou que a base monetária cresceu moderadamente em cerca de 4,4%, ao passo que os meios de pagamento em moeda nacional registaram um crescimento em linha com a inflação observada no ano.

Reiterou que o Banco Nacional de Angola prevê, para este ano, uma inflação de 13,5%, mantendo o seu o objectivo de médio prazo, que consiste no alcance de uma inflação de um dígito, até 2027.

A sessão de balanço e perspectivas da Política Monetária e Cambial decorreu dois dias depois da 127ª Reunião do Comité de Política Monetária do Banco Central, que teve lugar nos dias 13 e 14 deste mês, no qual foi decidida a redução da taxa básica de juros de 18,5% para 17,5%.

Ficou também decidida a redução da taxa de Juros da Facilidade Permanente de Cedência de Liquidez de 19,5% para 18,5%, e a manutenção da taxa de Juros da Facilidade Permanente de Absorção de Liquidez em 16,5%.

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