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Ministro de Estado defende parcerias para dinamizar o turismo

Ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, discursa na abertura do Conselho Consultivo do Turismo
Ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, discursa na abertura do Conselho Consultivo do Turismo Imagens: DR

Redacção

Publicado às 11h20 30/01/2026 - Actualizado às 11h20 30/01/2026

O ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, reconheceu, esta quinta-feira, em Luanda, que, nos últimos anos, regista-se um crescimento consistente da economia não petrolífera, e já representa mais de 70 por cento do Produto Interno Bruto de Angola.

José de Lima Massano, que discursava na abertura do primeiro Conselho Consultivo do Ministério do Turismo, a decorrer sob o lema “O turismo como pilar estratégico para o desenvolvimento sustentável de Angola”, adiantou que o crescimento é impulsionado pela agricultura, comércio, energia, mineração e serviços.

Sublinhou ser necessário assegurar que os ganhos no crescimento económico impactem mais directa e positivamente na condição de vida dos cidadãos, gerando e distribuindo, de forma sustentável, mais renda às famílias.
Salientou que o Plano de Desenvolvimento Nacional contempla aproveitar o potencial dos recursos naturais e culturais para identificar novas oportunidades de desenvolvimento, entre os quais o sector do turismo.

Recordou que o turismo é um sector intensivo em mão-de-obra, capaz de absorver trabalhadores com diferentes níveis de qualificação e áreas de especialização, característica que lhe confere um papel relevante na integração de jovens e mulheres no mercado de trabalho.

José de Lima Massano disse que o turismo estimula o empreendedorismo em áreas como o alojamento, restauração, serviços de guias, transporte, artesanato, produção alimentar e cultural, gerando um efeito multiplicador significativo na economia.

Segundo disse, o turismo promove o desenvolvimento nos principais centros urbanos e nas regiões rurais e remotas, e gera incentivos económicos para a preservação e valorização do património cultural e histórico, incluindo a música, dança, artesanato e pintura.

Perante este quadro, enfatizou a elaboração do Plano Nacional de Fomento ao Turismo (PLANATUR), que está em articulação com a Estratégia de Longo Prazo Angola - 2050 e com o Plano de Desenvolvimento Nacional 2023-2027.

Destacou que dados mais recentes revelam que o turismo tem um peso de 1,4 por cento no PIB, suportado pelo crescimento no número de turistas internacionais.

Revelou que, em 2025, estima-se que o país tenha registado 205 mil turistas internacionais, um crescimento de quase 60 por cento comparativamente a 2022.

O ministro de Estado enfatizou que o Executivo mantém-se focado na melhoria contínua do ambiente de negócios, desenvolvimento do capital humano e infra-estruturas, simplificação de processos público-administrativos, promoção do destino Angola, atracção de eventos internacionais de dimensão, captação de investimento privado e apoio à mobilização de recursos financeiros para os operadores e agentes de turismo.

Entretanto, lembrou que um sector de turismo atraente, competitivo e sustentável depende da qualidade do ecossistema que o integra e complementa, sublinhando ser preciso que os sectores público e privado caminhem juntos, com responsabilidades partilhadas e objectivos alinhados.

País regista maior crescimento turístico em África e quarta posição no mundo

Angola alcançou o primeiro lugar no crescimento turístico de África, em 2025, e quarto a nível mundial, com um aumento de 30 por cento nas chegadas internacionais, superando os níveis anteriores à pandemia da Covid-19, segundo dados do Barómetro da ONU Turismo.

Os dados foram revelados pelo ministro do Turismo, Márcio Daniel, na abertura do primeiro Conselho Consultivo do Ministério do Turismo, que termina esta sexta-feira, em Luanda.

Ao discursar na cerimónia, que reuniu auxiliares do Titular do Poder Executivo, operadores turísticos, antigos responsáveis do sector, parceiros sociais e especialistas, Márcio Daniel sublinhou que os resultados alcançados confirmam que Angola está no caminho certo, apesar dos desafios ainda existentes.

Destacou que 2025 marcou uma viragem histórica no número de chegadas internacionais, com o registo de 223 mil turistas, superando os 217 mil de 2019, e invertendo uma tendência de queda que se arrastava desde 2014 e foi agravada durante a Covid-19.

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