DIAMANTES
Produtores de diamantes africanos reafirmam compromisso com transparência
09/01/2026 11h42
Luanda - A Associação de Países Produtores de Diamantes Africanos (ADPA) reafirmou, esta quarta-feira, o seu contínuo compromisso com o Processo Kimberley, concebido para travar a compra e venda de pedras preciosas provenientes de áreas de conflito.
Criado em 2003, o Processo de Kimberley (Kimberley Process Certification Scheme, abreviadamente KPCS ou simplesmente PK) é um processo de certificação de origem do produto, concebido para evitar a compra e venda de diamantes de sangue ou originários de áreas de conflito, como guerras e de abusos dos direitos humanos.
Num comunicado oficial, em que felicita a Índia pela sua eleição como novo presidente do processo, a associação, sedeada em Luanda, sublinha a plena disponibilidade dos Estados-membros em cooperar com a nova presidência, visando reforçar o mecanismo, enquanto instrumento global de regulação do comércio de diamantes brutos.
“A ADPA reafirma o seu apoio incondicional ao PK, reconhecido pelas Nações Unidas como o único sistema universal de certificação de diamantes, sustentado nos três pilares fundamentais: governos, indústria e sociedade civil”, lê-se no comunicado.
A associação esclarece ainda que o denominado African Diamond Council (ADC) não possui qualquer ligação à ADPA, não sendo por isso reconhecido pelos governos africanos membros e está desautorizado a utilizar os seus símbolos oficiais.
A Associação de Países Produtores de Diamantes Africanos (ADPA) foi fundada em 2006, através da Declaração de Luanda, visando defender interesses comuns, promover a transparência, valorização e agregação de valor aos diamantes africanos no mercado internacional.