INFLAçãO
Inflação fixada em 15,7 por cento em 2025
11/01/2026 09h31
Luanda – O governador do Banco Nacional de Angola (BNA), Manuel Tiago Dias, disse, esta sexta-feira, que o aumento da oferta de bens e serviços e a dinamização do sector não petrolífero determinaram a redução da inflação para 15,7 por cento, no ano passado, contra os 27,5 registados em 2024.
Em declarações à imprensa sobre a evolução da taxa de inflação, em 2025, divulgada quinta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), Manuel Tiago Dias destacou, no domínio não petrolífero, a evolução da indústria transformadora.
Revelou que, entre os factores que estiveram na base da redução da inflação, destaca-se igualmente a estabilidade cambial, adiantando que a taxa de câmbio se manteve inalterada, em 2025, resultado do aumento substancial de divisas no mercado.
Sublinhou que os segmentos que ainda apresentam défice na oferta, com realce para os bens essenciais de consumo, foram cobertos com recurso à importação.
Adiantou que, de Janeiro a Dezembro de 2025, os bancos comerciais compraram aos sectores petrolífero, diamantífero e outros cerca de 8,8 mil milhões de dólares, contra sete mil milhões de dólares, ao longo de 2024.
Manuel Tiago Dias salientou que o BNA soube controlar a circulação monetária na economia, tendo a oferta de dinheiro na economia em moeda nacional registado um crescimento de 13 por cento, ficando abaixo da inflação registada.
Revelou ter havido um aumento das reservas internacionais líquidas, passando de 15,7 mil milhões de dólares, em 2024, para 15,9 mil milhões, em 2025.
Reconheceu que a taxa de inflação no país ainda é alta, mas disse estarem em curso acções para a sua redução, visando aproximá-la as observadas na maior parte dos países da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC).
O Índice de Preços no Consumidor Nacional (IPCN), divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), registou, em Dezembro último, uma variação de 15,70 por cento, representando uma desaceleração de 0,86 ponto percentual, em relação ao mês anterior, e 11,80, em relação ao mesmo período de 2024.
A classe de transportes foi a que registou o maior aumento no índice de preços, com uma variação homóloga de 19,18 por cento, seguida da saúde, com 17,38, habitação, água, electricidade e combustíveis (17,01), alimentação e bebidas não alcoólicas (16,15), indica a informação do Instituto Nacional de Estatística (INE).
Para a inflação homóloga reportada de 15,70 por cento, a classe de alimentação e bebidas não alcoólicas contribuiu com 9,78, bens e serviços diversos, com 1,14, transporte (0,95), saúde (0,74) e as restantes classes tiveram índices inferiores a 0,74.
A inflação homóloga mais alta foi registada na província de Cabinda, com 25,54 por cento, tendência justificada pela descontinuidade territorial.