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Corredor do Lobito é essencial para a integração económica da África Austral

Corredor do Lobito
Corredor do Lobito Imagens: DR

Redacção

Publicado às 11h51 06/02/2026 - Actualizado às 12h26 06/02/2026

Luanda – O ministro angolano dos Transportes, Ricardo Viegas D’Abreu, destacou, esta quinta-feira, em Luanda, que o Corredor do Lobito se afirma como um activo estratégico regional, essencial para a integração económica da África Austral, competitividade logística e ligação eficiente dos recursos da região aos mercados globais.

Ao discursar no encerramento da Mesa Redonda Ministerial do Mecanismo de Coordenação do Corredor do Lobito – Engine Room adiantou que “o Corredor do Lobito entrou definitivamente numa fase em que a credibilidade se mede pela execução”.

Destacou estar assegurado o alinhamento político, a convergência estratégica e o compromisso financeiro, enfatizando que o desafio central é “transformar esta convergência em desempenho operacional”.

Sublinhou que um corredor competitivo não se constrói apenas com investimento em infra-estruturas físicas, mas como um sistema integrado, envolvendo numa única cadeia caminhos-de-ferro, portos, fronteiras, energia, operadores logísticos, alfândegas e reguladores.

Advertiu que qualquer fragmentação se traduz em atrasos, custos acrescidos e perda de confiança, reafirmando a necessidade da “Engine Room” funcionar como um mecanismo pragmático e orientado para resultados, concebido para resolver constrangimentos concretos, alinhar calendários, harmonizar decisões e garantir que projectos, reformas e financiamentos se reforçam mutuamente.

Ricardo D’Abreu destacou o papel da Agência de Facilitação do Transporte e Trânsito do Corredor do Lobito, criada pelos três países, defendendo que esta deve ganhar maior velocidade, produtividade e presença activa na coordenação diária dos processos operacionais.

Apontou a interoperabilidade de dados, partilha efectiva de informação alfandegária, previsibilidade dos procedimentos e digitalização dos processos como factores críticos de competitividade.

Foi reafirmado o papel de Angola enquanto plataforma atlântica do Corredor do Lobito, e sublinhado o potencial do corredor para evoluir para um verdadeiro sistema económico regional, tendo o sector mineiro como âncora, mas criando valor na logística, energia, transformação industrial, agronegócio e serviços.

Dirigindo-se aos parceiros regionais e de desenvolvimento, o ministro dos Transportes reforçou que o sucesso do Corredor do Lobito assenta numa coordenação tripartida efectiva, entre Angola, RDC e Zâmbia, em políticas alinhadas e reformas executadas e resultados mensuráveis.

A Mesa Redonda Ministerial encerrou com a recomendação para que a Engine Room (mecanismo de coordenação) acelere a execução, monitorize resultados, resolva bloqueios e garanta transparência, assegurando que a vantagem geográfica do Corredor do Lobito se transforma em vantagem operacional, económica e social.

Uma nota de imprensa do Ministério dos Transportes indica que os participantes apelaram para a aceleração da execução, disciplina operacional e obtenção de resultados mensuráveis, sublinhando a transição definitiva do projecto para uma fase em que a credibilidade se mede pela entrega no terreno.

Recorde-se que o Presidente da República, João Lourenço, discursou na abertura da reunião, que contou com a participação de entidades ministeriais dos Governos de Angola, República Democrática do Congo e Zâmbia, assim como dfo Banco Mundial, parceiros multilaterais e bilaterais de desenvolvimento e representantes do sector privado.

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