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Investimentos em concessões no sector petrolífero quase duplicou nos últimos sete anos

Paulino Jerónimo, PCA da ANPG
Paulino Jerónimo, PCA da ANPG Imagens: DR

Redacção

Publicado às 13h01 07/02/2026 - Actualizado às 13h01 07/02/2026

Luanda - Os investimentos em concessões no sector petrolífero angolano aumentaram de oito mil milhões de dólares para USD 14 mil milhões por ano de 2019 a 2025, representando quase o dobro do volume financeiro no país.

Segundo o JA Online, a informação foi avançada sexta-feira, em Luanda, pelo presidente do Conselho de administração da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG), Paulino Jerónimo, durante uma conferência de imprensa, inserida nas celebrações do 7º aniversário da instituição, assinalado a 6 deste mês.

Paulino Jerónimo disse que a previsão para os próximos cinco anos é de atingir um investimento total acima dos 70 mil milhões de dólares/ano.

Face ao declínio natural dos últimos anos, o gestor assegurou estar em curso trabalhos para repor cerca de 140 a 150 mil barris de petróleo por dia.

Recordou que esta fasquia já foi fácil de alcançar, numa alusão aos tempos “áureos” das grandes descobertas (2001, 2002, 2003 e 2004), quando a produção diária de Angola era de quase dois milhões de barris/dia.

“Hoje não tem sido fácil, porque as nossas descobertas são mais pequenas, com cerca de 30 mil barris/dia, acrescido à produção em campos maduros, cujos projectos têm estado a dar um alento para manter a produção acima de um milhão de barris”, sublinhou.

Numa abordagem retrospectiva, o PCA lembrou que, desde a criação da ANPG, o sector atravessou transformações estruturais, marcadas por novas exigências ambientais, maior pressão regulatória e uma concorrência internacional cada vez mais intensa na captação de investimentos.

Paulino Jerónimo adiantou que, para até 2030, a agência tem como meta assegurar a estabilização da produção acima de um milhão de barris por dia, desenvolver os biocombustíveis como uma alternativa concreta na diversificação da matriz energética.

Constam ainda dos pilares do novo ciclo estratégico da instituição, priorizar o conteúdo local como um motor de desenvolvimento económico e de criação de valor sustentável, reforço do impacto das políticas de responsabilidade social alinhadas com as necessidades reais das comunidades e valorização do capital humano.

A conferência de imprensa foi antecedida do lançamento da nova identidade visual da ANPG, assente numa estratégia de comunicação extra institucional, mais simples, impactante e geradora de valor.

A Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG) foi criada em 2019, através do Decreto Presidencial n.º 49/19, com o objectivo de assumir o papel de Concessionária Nacional, regulando, fiscalizando e promovendo as actividades de exploração e produção (Upstream) no sector Petrolífero.

A sua criação visou reestruturar o sector, transferindo as funções de concessão anteriormente detidas pela Sonangol, aumentando assim a eficácia, transparência e o investimento privado nos segmentos do petróleo, gás e biocombustíveis.

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