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Reiterado compromisso de implementar Acordo de Luanda sobre diamantes naturais

Representantes de Angola, Botswana e Namíbia reiteram, na África do Sul, compromisso de revitalizar a imagem e o valor dos diamantes naturais
Representantes de Angola, Botswana e Namíbia reiteram, na África do Sul, compromisso de revitalizar a imagem e o valor dos diamantes naturais Imagens: DR

Redacção

Publicado às 11h27 10/02/2026

Luanda - O ministro angolano dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, reuniu-se, esta segunda-feira, na Cidade do Cabo, com representantes do Botswana, República Democrática do Congo (RDC), Namíbia e África do Sul para discutir a implementação do Acordo de Luanda sobre diamantes naturais.

Os participantes concluíram ser necessário dinamizar o Conselho de Diamantes Naturais (NDC - sigla inglesa) e fomentar sinergias para promover os diamantes naturais, visando atender a crise de procura que se regista.

A reunião, realizada à margem da Conferência Internacional sobre Mineração em África, que decorre de 09 a 13 do corrente mês, na Cidade do Cabo (África do Sul), reiterou o compromisso de revitalizar a imagem e o valor dos diamantes naturais, através de estratégias conjuntas e campanhas educativas para os consumidores.

O ministro Diamantino Azevedo alertou para os desafios impostos pelos diamantes sintéticos e destacou a contribuição de Angola para o financiamento das campanhas de marketing, através das suas empresas Endiama e Sodiam, defendendo uma actuação coordenada entre produtores e parceiros.

A conferência Internacional sobre Mineração em África (Investing in African Mining Indaba 2026) iniciou, esta segunda-feira, com foco nas parcerias estratégicas para o desenvolvimento sustentável da indústria de mineração no continente.

O Presidente da Zâmbia, Hakainde Hichilema, destacou a importância da colaboração entre governos e o sector privado para impulsionar a produção de minerais críticos, como cobre e lítio, ressaltando que a transparência regulatória, eficiência tecnológica e parcerias são fundamentais para garantir o crescimento sustentável da mineração na África.

Por sua vez, o ministro de Recursos Minerais e Energia da África do Sul, Gwede Mantashe, afirmou que as políticas nacionais precisam de ser transformadas em acções concretas para atrair investimentos privados.

Nos debates foi abordada a importância do investimento em minerais críticos, que são essenciais para a transição energética e para tecnologias limpas, colocando África como uma região estratégica, caso consiga estabelecer um ambiente regulatório estável e transparente.

A integração de tecnologias avançadas nos processos produtivos também foi abordada, com ênfase na criação de cadeias de valor locais, que incluam a manufactura e processamento de minerais, assim como a capacitação da mão-de-obra africana para lidar com novas tecnologias, como inteligência artificial.

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