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Defendido funcionamento do Ciclo Combinado do Soyo na máxima capacidade

Ciclo combinado do Soyo
Ciclo combinado do Soyo Imagens: Prodel

Redacção

Publicado às 08h06 12/02/2026

Luanda – O ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, defendeu a necessidade de se garantir a operacionalização da central do Ciclo Combinado do Soyo (província do Zaire) na sua máxima capacidade instalada para responder a estratégia do Executivo no domínio energético.

Em declarações à imprensa, terça~feira última, na cidade do Soyo, João Baptista Borges recordou que a central tem uma capacidade de produção de 750 megawatts de energia, mas actualmente produz cerca de 100, devido a insuficiência de alguns equipamentos, peças e sobressalentes, cuja aquisição considerou ser urgente.

Referiu-se também a componente humana, sublinhando a necessidade de serem reforçadas as acções de formação e capacitação das equipas técnicas responsáveis pelo funcionamento da central, que entrou em operação, em 2017.

Disse ser necessário treinar o pessoal para garantir a operacionalização normal da central e para actuar em situações de sinistro, nomeadamente na prevenção e resposta a eventuais incêndios.

João Baptista Borges considerou a central do Ciclo Combinado do Soyo como uma das instalações mais críticas do sistema eléctrico nacional, mas com um papel relevante na estratégia de interligação regional, sobretudo na região Norte do país.

Explicou que a intenção do Executivo passa por aumentar a produção de energia e assegurar maior estabilidade ao sistema eléctrico nacional, visando garantir, de forma permanente, uma capacidade disponível de 6,4 gigawatts, assegurada por 47 centrais de diferentes tipologias distribuídas pelo país.

Por outro lado, João Baptista Borges afirmou que várias entidades privadas manifestam interesse na construção de linhas de transporte e comercialização de energia eléctrica de Angola para países vizinhos.

Apontou a Namíbia, República Democrática do Congo (RDC) e Zâmbia como os principais mercados potenciais para a exportação de energia da rede nacional, no quadro da política de abertura do sector a operadores privados.

Revelou terem sido registados progressos, com a assinatura de memorandos de entendimento, prevendo-se, proximamente, que os respectivos acordos de concessão sejam rubricados.

Segundo João Baptista Borges, Angola celebrou igualmente acordos bilaterais e trilaterais com a RDC e a Zâmbia, e os instrumentos jurídicos finais deverão ser formalizados em breve.

Adiantou que se prevê para breve a concretização da primeira interligação energética com a Namíbia, tendo em conta o ritmo de trabalho que o sector imprime, sendo igualmente prioritária a interligação com a Zâmbia, de modo a responder aos desafios associados ao projecto do Corredor do Lobito.

Relativamente ao território nacional, revelou que 13 das 21 províncias do país encontram-se já interligadas ao Sistema Eléctrico Nacional, localizadas sobretudo nas regiões Centro e Sul do país.

Deu a conhecer que, em relação ao projecto de interligação da província de Cabinda ao Sistema Eléctrico Nacional, a partir da cidade do Soyo, decorre actualmente o processo de definição do relevo do fundo do mar para a futura instalação de dois cabos submarinos, com cerca de 120 quilómetros cada um.

Disse que uma empresa contratada encontra-se a executar o levantamento batimétrico, etapa que permitirá definir o traçado exacto dos dois cabos submarinos, bem como a instalação de duas sub-estações eléctricas, no Soyo e em Cabinda.

Reconheceu que o levantamento batimétrico pode levar alguns meses, por se tratar de uma fase incontornável da qual dependem as etapas subsequentes do projecto.

Na sua visita de dois dias a província do Zaire, o ministro da Energia e Águas, para além de constatar o funcionamento da central do Ciclo Combinado do Soyo, avaliou as principais infra-estruturas do sector, entre as quais o sistema de abastecimento de água do Soyo, sob coordenação do governo local, estando a infra-estrutura na fase final de testes e comissionamento.

Foram realizadas obras de reabilitação dos edifícios e aplicados equipamentos novos e mais modernos, enquanto outros foram reparados. Os laboratórios foram, igualmente, reabilitados e apetrechados com tecnologia moderna e novas salas de tratamento.

O sistema de abastecimento de água do Soyo está projectado para tratar aproximadamente 300 metros cúbicos por hora.

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