Angola tem mais de 11 mil quilómetros de estradas asfaltadas
Luanda – o ministro das Obras Públicas, Urbanismo e Habitação, Carlos Alberto dos Santos, revelou, esta quarta-feira, no Lobito (Benguela) que Angola tem 11 mil e 400 quilómetros de estradas nacionais asfaltadas, correspondente a 41,3 por cento do total da sua extensão.
Carlos Alberto dos Santos, que falava na abertura do seminário internacional sobre concessões rodoviárias, realizado pelo Governo angolano, União Europeia e outros parceiros, adiantou que representa actualmente um grande desafio para as autoridades angolanas a manutenção e conservação das estradas.
Considerou a rede rodoviária nacional como um dos principais motores para o desenvolvimento económico do país, pelo que o Executivo angolano está a investir na sua modernização, de acordo com os padrões internacionais.
Afirmou que o Governo angolano considera que as concessões rodoviárias são um instrumento estratégico para mobilizar, o financiamento privado, de modo a assegurar o surgimento de mais obras estruturantes e garantir a manutenção e conservação do património rodoviário.
“Tal como previsto no Plano Nacional de Desenvolvimento 2023/2027, as parcerias público-privadas e os modelos de concessões são também instrumentos estratégicos para materializar as metas definidas”, sublinhou Carlos Alberto dos Santos.
Disse que a realização do seminário demonstra o interesse de Angola em mobilizar financiamento privado para as infra-estruturas públicas, reduzir a pressão sobre o Orçamento Geral do Estado, garantir a eficiência e manutenção das mesmas e acelerar a implementação de projectos estruturantes.
Deu a conhecer que o Governo de Angola, com o apoio de um importante parceiro internacional, iniciou a realização de estudos e projectos para a construção da futura auto-estrada Norte/Sul, um eixo estratégico que vai ligar o país.
Sublinhou que a futura infra-estrutura vai potenciar a integração regional, constituindo-se num corredor rodoviário que vai assegurar a ligação com a República Democrática do Congo e a Namíbia, assim como a Zâmbia, através do Corredor do Lobito, e integrar-se a rota transÁfrica, na número três, que liga o Norte ao Sul do continente.
Revelou estar para breve a assinatura de um memorando com um conjunto de parceiros, envolvendo iniciativas nacionais e estrangeiras, para realizar estudos e projectos para a construção da auto-estrada Oeste/Este, com início em Benguela, passando pelas províncias do Huambo, Bié, Moxico e Moxico leste, considerado o futuro Corredor rodoviário do Lobito, numa extensão de mais de mil 300 quilómetros de estradas.
Defendeu que o acordo conjunto União Europeia/Angola reforça a cooperação em áreas estruturantes, dando ênfase ao investimento em infra-estruturas públicas, com as concessões rodoviárias a assumirem especial relevância como um modelo alinhado com os padrões internacionais.
Salientou que o Executivo investe, neste momento, na província de Benguela, mais de quatrocentos mil milhões de kwanzas na requalificação urbana das cidades costeiras, dotando-as de várias vias urbanas, reabilitação e construção de edifícios públicos e recuperação de sistemas de macro-drenagem, com envolvimento de empresas europeias.
Destacou ainda estar em curso a negociação das condições financeiras para que, com o envolvimento de empresas portuguesas, comece. em breve. a reabilitação de 250 quilómetros de estradas no troço Catengue/Ganda/Babaera e Ganda/Ebanga/Balombo.
Na ocasião, apresentou o plano rodoviário de Angola, afirmando que o país tem uma rede viária de cerca de 79 mil e 300 quilómetros, dos quais 27 mil e 600 compõem a rede de estradas nacionais, numa percentagem de 34,8, enquanto 51 mil e 700 integram a rede municipal, numa percentagem de 65,2 por cento.
Referindo-se as várias redes rodoviárias nacionais, citou, a título de exemplo, as estradas EN100, que atravessa o país de Norte a Sul, numa extensão de mil e 860 quilómetros, atravessando as províncias de Cabinda, Zaire, Bengo, Luanda, Cuanza Sul, Benguela e Namibe, e a EN250, com mil 330 quilómetros, que atravessa as províncias do Huambo Bié, Moxico e Moxico leste.
Importar destacar ainda as estradas EN 105, com 610 quilómetros, ligando as províncias de Benguela, Huíla e Cunene, a EN 110, com uma extensão total de mil 143 quilómetros, que liga Cuanza Sul, Benguela, Huíla e Cunene, a EN 120, com mil 660, que conecta Zaire, Uíge, Bengo, Cuanza Norte, Cuanza Sul, Huambo e Cunene.
Promovido pelo Instituto Nacional de Estradas de Angola (INEA), o seminário reuniu especialistas nacionais e internacionais para debater o futuro das concessões rodoviárias e o seu impacto no crescimento económico e no desenvolvimento sustentável.
A iniciativa inseriu-se no quadro de cooperação entre Angola e a União Europeia e contemplou visitas técnicas a infra-estruturas estratégicas do Corredor do Lobito.
O seminário visou produzir recomendações práticas e consensos institucionais duradouros, contribuindo para a modernização do sistema rodoviário angolano, aumento da competitividade económica e melhoria das condições de vida das populações.