Defendido alinhamento de estratégias para assegurar crescimento económico da SADC
Luanda – O ministro angolano do Planeamento, Victor Hugo Guilherme, sublinhou, esta quinta-feira, em Luanda, que as instituições financeiras africanas estão a alinhar estratégias que visam o crescimento e desenvolvimento da economia na região da SADC.
Falando à imprensa, à margem do Fórum dos Directores Executivos das Instituições Financeiras de Desenvolvimento da SADC, Victor Hugo Guilherme salientou que o objectivo principal do encontro é o alinhamento de todas as instituições financeiras da região para o seu engajamento no crescimento da economia do continente.
Defendeu que fórum representa uma oportunidade para a África discutir e encontrar formas de financiar os seus projectos de desenvolvimento para obter bons resultados, enfatizando que há recursos disponíveis e as instituições financeiras demonstram interesse em financiar projectos africanos.
Reafirmou que a SADC está a trabalhar na integração e busca de financiamento de diversas instituições, incluindo o Banco do Desenvolvimento de Angola, Banco Mundial e União Europeia, para além de promover o auto-financiamento entre os países africanos.
Por seu lado, o secretário de Estado para Finanças e Tesouro, Ottoniel dos Santos, disse que Angola defende a efectivação da integração regional e a criação de um banco regional para financiar projectos estruturantes da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC).
Ao intervir no Fórum dos Directores Executivos das Instituições de Financeiras de Desenvolvimento da SADC, defendeu que a criação de um banco vai permitir ultrapassar o défice de infra-estruturas, fortalecer os mercados e impulsionar a industrialização na região Austral.
Reconheceu que África e a região da SADC, em particular, ainda se debatem com desafios estruturais, precisando de infra-estruturas, corredores comerciais, sistemas energéticos, conectividade digital e cadeias de valor industriais, acções que exigem investimentos de longo prazo, instituições fortes e acção regional coordenada.
Por seu lado, o presidente da Comissão Executiva do Banco de Desenvolvimento de Angola, João Quintas, frisou que o encontro é fundamental para Angola, e a instituição que representa desempenha um papel importante no processo, focando o seu financiamento na pesca e agro-pecuária, em 2026, após uma fase de reestruturação.
Segundo João Quintas, o BDA está a trabalhar para melhorar o cumprimento de obrigações e a qualidade dos novos empréstimos, com foco em projectos com potencial de sucesso.
Importa destacar que as instituições financeiras de desenvolvimento da região da SADC pretendem criar um banco regional com uma capitalização inicial de 2,5 biliões de dólares, para superar a escassez de capital e impulsionar a integração económica.
O facto foi revelado pelo presidente da comissão executiva do Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA), João Quintas, à saída de reunião que o ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, com as chefias executivas das instituições financeiras de desenvolvimento da SADC.
O Fórum de Directores das Instituições Financeiras de Desenvolvimento da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) decorreu de 09 a 13 do corrente mês, em Luanda, sob o lema “O Desbloqueio do futuro de África: o papel das Instituições Financeiras de Desenvolvimento para a Integração Regional e o crescimento sustentável”.
O evento reuniu decisores e especialistas para debater temas ligados ao financiamento de projectos estruturantes, integração de mercados, sustentabilidade económica e desenvolvimento de infra-estruturas para a integração regional, promovendo a partilha de boas práticas e alinhamento institucional entre os países membros da SADC.
O fórum foi organizado pelo Centro de Recursos Financeiros para o Desenvolvimento da SADC, em parceria com o Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA), visando reforçar a importância da cooperação regional e o intercâmbio de experiências entre instituições congéneres, num contexto em que os desafios económicos e sociais globais exigem respostas coordenadas, instrumentos financeiros adequados e visão de longo prazo.