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Cerca de 30 milhões de toneladas de produtos colhidas no ano agrícola 2024-2025

Produtos agrícolas de Angola - arquivo
Produtos agrícolas de Angola - arquivo Imagens: DR

Redacção

Publicado às 10h42 20/02/2026 - Actualizado às 10h43 20/02/2026

Luanda – Cerca de 30 milhões de toneladas de produtos diversos é o resultado da ano agrícola 2024/2025 em Angola, que representou um crescimento de 8,6 por cento, em relação a campanha de 2023/2024, com uma produção de 28,3 milhões de toneladas.

Os dados foram revelados pelo ministro da Agricultura e Florestas, Isaac dos Anjos, na abertura do Conselho Consultivo do seu ministério, que decorre desde quinta-feira, em Luanda.

Segundo Isaac dos Anjos, mais de 60 por cento das colheitas resultou da agricultura familiar, num universo de três milhões e 500 agregados, dos quais um milhão 174 mil 655 beneficiaram de assistência do governo.

Sublinhou que os dados da produção indicam uma tendência de aumento progressivo nos diferentes segmentos, sublinhando que, no ano agrícola 2026/2027, serão introduzidos alguns procedimentos diferentes para melhorar os resultados, visando crescer e prosperar, apesar dos recursos financeiros limitados.

Sobre as perspectivas para o ano agrícola 2026/2027, Isaac dos Anjos espera contar com mais apoio e o envolvimento de todos, para que se consiga transformar o mesmo num marco de produtividade e sustentabilidade, acreditando que a criação de linhas de crédito adaptadas ao perfil dos produtores nacionais será determinante para impulsionar o sector agrícola no país.

Defendeu que as linhas de crédito devem ser mais flexíveis, acessíveis e ajustadas a realidade dos pequenos, médios e grandes produtores, enfatizando que o objectivo é financiar para construir parcerias que ofereçam segurança, inovação e sustentabilidade.

Sublinhou que se os produtores beneficiarem de apoio financeiro adequado poderão investir em tecnologia, melhorar a gestão dos recursos hídricos, adoptar práticas sustentáveis e garantir uma produção robusta e competitiva.

Apelou as empresas fornecedoras de insumos para um maior engajamento na aquisição e distribuição atempada dos produtos essenciais para o sector agrícola, e reiterou o compromisso de dar continuidade aos projectos em curso e implementar novas iniciativas de reabilitação e construção de perímetros irrigados.

No quadro das perspectivas, apontou o restabelecimento do serviço de alerta rápido, a operacionalização do Sistema de Informação e Alerta Rápido para a Segurança Alimentar e Nutricional (SISAN), assim como a conclusão e operacionalização do Centro de Bioveterinária e Produção de Vacinas, localizado na província do Huambo.

Salientou que as medidas em curso, incluindo iniciativas de investimentos, visam reforçar a produção de cereais, fruteiras, hortícolas e óleo de palma, ampliando a capacidade produtiva nacional e promovendo maior competitividade nos mercados interno e externo.

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